Noé (Noah, 2014)

* CONTÉM SPOILERS*

Bem, vamos começar falando do Noé do Darren Aronofsky. O Noé de Aronofsky usa calças, gente. Calças e botas do inverno 2014. Achei genial. Mas tem algo mais importante que isso: o Noé do filme é o Russel Crowe. Temos um Noé gladiador. Mas mais importante do que isso —> o Noé da Bíblia era um cara íntegro e justo; isso que é uma das marcas do cara. Aí Darren criou um Noé vilãozão maluco da caixola com instintos assassinos e que não entendeu nada do propósito de Deus com o dilúvio….. Mas ok… Vamos chamar isso de “licença poética” (assim como o fato de eles usarem calça). Se liga no STYLE:

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Daí que nosso Noé Gladiador Psicopata é casado com a Naameh, vivida por Jennifer Connely – a mulher que nem na vida real e nem no filme envelhece – que, vale lembrar, também usa calças e botas grunge da moda. Uma diva!

Noé, Naameh e seus três filhos estão fugindo dos homens violentos, acham uma menininha chamada Ila ferida no ventre – e Noé, que também é médico nas horas vagas, imediatamente diagnostica que ela não poderá ter filhos nunca – quando entram na terra proibida dos gigantes… e aí cabe a pausa.

A Bíblia fala que na época de Noé havia Nefilins e aqui entram trocentas teorias teológicas sobre o que seriam essas criaturas… mas há somente UM CONSENSO: eram grandes, fortes e sumiram com o resto da humanidade no dilúvio. Darren criou “”””””nefilins””””” que mais pareciam descendentes de ÔNIX… só que piores. São desengonçados, com luzes brilhantes em seu interior e que – veja que lindo – viram os pedreiros de Noé na construção da arca. Certo… mais uma vez o Darren pede licença poética e nós damos… porque filme é filme…

Não achei foto dos gigantes então vai uma do Noé fazendo cosplay de Moisés…

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Aí entra o momento NOVELA DO MANOEL CARLOS e surgem imagens de Copabacana, Ipanema, Lapa, Pão de Açúcar rios, bichos, céu, etc para dizer que os anos passaram e em seguida surgem Noé com mais cabelos brancos, Sem como o bonito que sempre pega alguém, Cam como o esquisitão que não pega ninguém, Jafé que continua sendo só o filho mais novo, Ila que virou a Hermione e Naameh mais nova do que no início do filme.

Enquanto Noé constrói a arca com seus pedreiros Nefilins, Sem e Hermione nutrem um romance e como todo casal de Hollywood, tem uma barra para enfrentar. No filme, é a esterilidade da moça em uma plena época de “ide e multiplicai e povoai a Terra”. Em um lugar não muito distante, os homens maus, motivo de toda a justa ira do Criador, planejam tirar a vida de Noé e entrar na Arca para fugir da condenação do dilúvio. Pausa.

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A Bíblia fala que naquela época o pau da violência comia solto. Então se tem uma verossimilhança que eu esperava encontrar no filme era essa: SANGUE, VIOLÊNCIA, E O QUEBRA PAU MAIOR DO MUNDO. Mas não. A coisa tinha que ser bem tensa para justificar o dilúvio (como a Bíblia conta que foi)… e no filme Deus acaba parecendo uma divindade que quer destruir a humanidade por não ter nada melhor para fazer.

Começam as primeiras gotas. Cam foge para a civilização dos homens maus em busca de uma mulher – sim, porque o mundo tá acabando mas ele tem que deixar de ser virjão – e Ila vai atrás dele. Até aí nada faz muito sentido, até que nosso Gladiador pede que Sem corra atrás dos dois para trazer pra Arca pois o dilúvio está iminente. OK.

No meio do caminho Ila-Hermione se encontra com Matusalém... ainda não falei dele aqui, mas o avô de Noé no filme é um curandeiro maluco entocado o dia todo em numa caverna e viciado em frutas silvestres (aham… dorgas…) e NESTE EXATO MOMENTO o velho estava fora da tumba procurando as benditas frutas… Ila vai falar com seu bisavô, que toca em seu ventre e de repente ELA JÁ SENTE QUE NÃO É MAIS ESTÉRIL!!!!!!!!!1111!!ONZE!!11 Nisso, ela sai ENLOUQUECIDA PARA O QUE??? FAZER FILHOS COM SEM, mesmo com o irmão perdido na cidade dos maus, mesmo com o dilúvio iminente, mesmo tendo o tempo todo do mundo para brincar dessas coisas…

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Os dois voltam para a arca cansados, suados e ofegantes… de procurar o coitado do Cam… só que não! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk  Agora é o próprio Noé que sai em busca do filho, que a esta altura já está todo apaixonado e disposto a morrer por uma menina que acabou de conhecer num vale de cadáveres… Noé, que no filme é um louco psicopata, deixa a menina ser pisoteada sem esboçar nenhuma tristeza e leva o filho pra Arca.

Aí começa a luta entre os nefilins e os homens… “Finalmente um QUEBRA-PAU nesse filme“, pensei… mas durou pouco, já que os gigantes de pedra são de uma força física superior a daqueles bonequinhos de Lego que tentavam ultrapassá-los. Com o fim da luta, os gigantes do Darren alcançam a redenção subindo aos céus em forma de feixes de luz. Lindo e poético se não fosse… bizarro.

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A vida na arca é aquela coisa que eu sempre imaginei: escura, quente, com cheiro de bicho e o povo feio sem tomar banho… SÓ QUE NÃO! Hermione continua bonita e maquiada, Sem com a barba feita, Noé com a mesma cara de psicopata, Naameh mais nova do que no começo, Jafé sendo o mesmo filho mais novo sem graça e Cam… CAM AJUDANDO O HOMEM MAU QUE CONSEGUIU ENTRAR NA ARCA! Sério… muito bom. Voto em Cam para o novo vilão da nova novela das 20h.

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Como não seria diferente, Hermione engravida e Noé, que é o DEMÔNIO DA TASMÂNIA no filme, disse que se nascer uma menina, ele vai a matar com as próprias mãos para evitar a proliferação da imunda raça humana… ENTENDEU MUITO SERTO o propósito de Deus de acordo com a Bíblia. Aí, que coisa… não nasce uma menina… NASCEM DUAS MENINAAAAS!!!!!!!!!!!11!!!1 Enquanto rola a cesariana (ok… foi parto normal… mas uma cesariana era só o que faltava em um filme que rola no começo do mundo com pessoas de calça, bota e espadas de fogo) Noé tá lá muito ocupado matando o homem mau e depois já sobe com sangue nos olhos para matar as gêmeas. Hermione poderia lançar um feitiço… mas fica cantando e isso comove Noé, que beija as netas em vez de cometer a atrocidade.

Aí todos chegam em terra firme. Noé descobre as uvas e o vinho e acorda sem roupa com areia na boca, Cam pede pra sair e todos vivem felizes para sempre.

Numa escala de 0 a 10 Hermiones, minha nota para o filme é:

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ATENÇÃO (principalmente para os cristãos): não procurem Bíblia no filme Noé. Procurem Bíblia na Bíblia, cinema é arte e arte não precisa de justificativa. Estou tirando onda porque, COMO CINEMA, achei o filme bem aquém do que eu esperava mesmo. É aquela coisa: como toda boa adaptação, o LIVRO É MELHOR ;)

É preciso uma paciência de Jó e uma sabedoria de Salomão para aguentar os #Fails do filme…

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NEW – Paul McCartney (2013)

Demorei a ouvir “New”, o disco lançado pelo bochechudo mais amado de Liverpool em outubro deste ano. Resisti até o último minuto e não dei o play nem na música que dá nome ao álbum, cujo link foi mais compartilhado do que a performance de Lucy Alves no The Voice (ok, exagero… essa aí é imbatível nas timelines).

Me recusei, inclusive, a ler qualquer crítica antes desse momento – inclusive ainda não li, a fim de não ser em nada influenciada pela opinião profissional de quem manja demais. Tudo isso porque eu queria dar uma pausa na correria, deitar na minha cama munida de chocolates e ouvir a sequência das 12 músicas que compõem a obra.

Agora que o download do iTunes foi concluído, vou ouvir uma de cada vez e postar o que senti e experimentei em todas elas – prometo me esforçar para não deixar o lado fã falar tão alto…

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1) Save us

Puxa vida! É esse o Paul que há pouco lançou o jazzístico “Kisses in a Bottom”? As primeiras batidas da música já parecem querer falar para a gente é o disco de um novo Paul – embora o mesmo de sempre, com essa declaração apaixonada à mulher amada que é uma coisa!

2) Alligator

Primeira coisa sobre essa música: ela dá vontade de dançar. Segunda coisa: Paul, já pode me dar seu jacaré! Conversa sem futuro e “not too deep” é comigo mesmo! \o/ PS: é a música do disco feita para matar saudades dos Beatles, né? <3

3) On My Way to Work

Bonita, boa de ouvir! Gosto da simplicidade da letra e do tema. Nosso caminho para o trabalho é o mesmo todos os dias; quase sempre é tudo igual. Em meio a essas trivialidades e cenas cotidianas, Paul confessa que só consegue pensar na pessoa amada. Ai, Paul!

4) Queenie Eye

Só Paul consegue falar da busca desenfreada pela fama usando como metáfora uma brincadeira infantil de adivinhar quem está com a bola. Rasgando geral, ele revela que nessa jornada doida ele descobriu que estava só – e somente ele poderia fazer algo por si. Corri para assistir logo em seguida o clipe da canção, que reúne artistas famosos do naipe de Meryl Streep, Jude Law, Kate Moss, Johnny Depp, Jeremy Irons e James Corden. Confere aí:

5) Early Days

Tinha que rolar uma nostalgia e uma referência aos Beatles, néan? Esse clima nostálgico é o que dá o tom da canção, inclusive. Boazinha de ouvir, combina para entrar na playlist “CORDEI, CADÊ CORAGEM PRA LEVANTAR” <3

6) New

Bem no meio do álbum, surge “New”. A música é boa e parece ser direcionada a John, alguém mais acha isso? Na letra Paul fala, em tom meio deboche meio explicação, que eles eram novos demais e não tinham nada a perder naquela época. “Nem olhe para mim” que eu não sei o que to fazendo direito, vamo só viver? Auhuehuaa

7) Appreciate

Não sei se é o que se pode chamar de “experimental”, mas essa faixa meio eletro-rock (existe isso?) parece diferente de todo o resto do álbum – pelo menos do que eu ouvi até agora dele. É boa por ser do Paul – nhaaaaaaa – mas talvez eu tenha que ouvir mais vezes para gostar. Não conquistou de cara, não.

8) Everybody out there

Curti muito! Essa é aquela para todo mundo endoidar no show, produção? Confere? E a frase “Do some good before you say goodbye” fala de algo que mexe muito comigo.

9) Hosanna

Que lindo, que delicadeza sem tamanho! Quem é a CIDADÃ que se nega a passar a noite em claro esperando a manhã chegar para cantar “hosana” ao nascer do sol? Com um convite feito dessa forma, nenhuma!

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10) I can bet

Que Paul ousado nessa música! Hahaha Arrasou! A canção tem uma “pegada” muito boa – com o perdão para o trocadilho…

11) Looking at her

Essa música é a versão McCartniana para a profunda “Ela não anda, ela desfila / Ela é top, capa de revista”! Hahahah A baladinha é bem boa e fala de uma moça que faz toda a multidão virar o pescoço quando ela passa. Achei fofa, achei poética, achei linda!

12) Road

Essa é uma música que começa OK e depois vai ficando melhor… até que para por completo por uns 25 segundos e parece que acabou. Fiquei naquela angústia de ver que ainda restavam mais 2min de música e OHMEUDEUSOQUEVAIACONTECER… até que entra um piano triste e um Paul cantando “…trying you see how much you mean to me, love”. Cortadores de pulso e galera da roedeira: PULEM ESSA FAIXA! Kkkkkkk

— x —

Bom, é isso!
Agora só me resta securar o disco até os tímpanos pedirem para eu parar. Gostei muito, muitão mesmo. Se até nos trabalhos mais “fracos” Paul já detona, imagina em um disco que no geral é todo bom?

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“O Casamento do Ano” ou “Quero meus R$9 de volta”

Eu não tenho preconceito com filme. Sério.

Também nunca larguei um filme pela metade, mesmo sem gostar dele. Acho que não vai arrancar pedaço se eu gastar 1h30 da minha vida vendo algo não muito legal… acho que tudo me serve para alguma coisa, nem que seja para eu ter assunto na roda de amigos dizendo que vi tal filme e ele é uma lástima. Já livro ruim eu largo sem dó. Mas isso é tema para outro post.

Só que para eu investir uma grana com um ingresso de cinema o filme tem que ser pelo menos decente. No mínimo, aceitável. Tem que ter, por baixo, 3 ovos no Omelete. Pelo menos uma pessoa em quem tenho confiança cinematográfica ter me dito que é legal. Só que “O Casamento do Ano” não obedeceu nenhum desses pré-requisitos, mas ainda assim gastei NOVE REAIS para assisti-lo.

Vou ser bem breve no texto para não gastar mais algo na minha vida com ele (no caso, tempo).

Direto ao ponto: Ô comédia sem graça. Ri umas 6 vezes no total, sempre em cenas com o Robert de Niro, que a propósito é uma das únicas coisas boas do filme. Mesmo com um personagem fraquinho, gosto de vê-lo em cena. Ele até me pareceu bem à vontade no papel, como se estivesse sendo ele mesmo. A outra coisa boa é a boadrasta Bebe, que em algumas cenas surpreende e arranca um meio-sorriso. Tirando isso, mais nada se salva.

Ver o casal protagonista em cena é tão interessante quanto observar uma mosca sobrevoando um prato de sopa. Eles são chatos e não convencem (aliás, o que deabos nessa história convence?). Os coadjuvantes aparecem mais do que eles, eles não combinam como casalzinho e não tem NADA de sintonia.

O enredo é deprimente… ok que não se pode exigir muito de um filme de comédia que nasceu para ser pipoca, mas esse roteiro com certeza foi escrito por alguém que pensou: “vambora sacanear da boa vontade e da paciência do telespectador, galera! kkkk”

O padre não faz sentido, o lance da família colombiana não faz sentido, as relações interpessoais não fazem sentido. Foi o maior desperdício de estrelas hollywoodianas deste ano. A propósito, sempre desconfio de um filme onde todo o elenco é muito top…

É ruim, é ruim e é ruim… da primeira cena aos créditos finais, é deprimente. Ok, exceto pelo golpe de misericórdia que foi a música de Michael Bublé enquanto os créditos rolavam. É… serviu para reduzir minhas chances de enfarto do miocárdio de tanta raiva pelos nove reais mais caros da minha vida.

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10 motivos para AMAR o filme “Círculo de Fogo”

“Círculo de Fogo” (Pacific Rim) é o filme de ação/ficção mais divertido que vi nos últimos tempos da última semana. Emocionante até o último segundo, principalmente quando falta energia no cinema exatamente no confronto final… WOOHOO!

A nerdada pira com Pacific Rim e toda a negada se diverte com esse filme bacaníssimo de Del Toro!

Abaixo, listo os 10 grandes motivos que te levam a AMAR esse filme:

1) É um filme de alienígenas

 

2) É um filme de alienígenas mutantes de 40 metros de altura


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3) É um filme de alienígenas mutantes de 40 metros de altura que tem uma luz fluorescente saindo de suas entranhas

 

 

 

4) É um filme onde esses alienígenas mutantes de 40 metros de altura com uma luz fluorescente saindo de suas entranhas se chamam KAIJU e QUEBRAM O MUNDO TODO e lutam contra robôs gigantes \o/

 

 

5) É um filme onde esses robôs gigantes NÃO são Transformers (THANKS GOD)

 

 

6) É um filme onde esses robôs gigantes que não são Transformers são pilotados por seres humanos através de uma neuroconexão entre seus cérebros (THIS IS ABSOLUTELY AMAZING MAN)

 

 

7) É um filme onde mais uma vez os Estados Unidos são os salvadores of the whole world que se encontra em um caos beirando o apocalipse (acho que nunca vi isso antes…)

 

 

8) É um filme onde a protagonista é uma oriental com um cabelo chanel estiloso e futurista e o rapaz é Charlie Hunnam ♥

 

 

9) É um filme com Ron Perlman dando vida a simplesmente O MELHOR PERSONAGEM DO FILME: Hannibal Chau, o maluco vendedor dos benefícios medicinais dos restos dos Kaijus. \o/

 

 

10) Os efeitos especiais do filme são absurdamente incríveis e bem-feitos! Coisa de LOCO aqueles prédios e pontes e cidades sendo destruídas nos confrontos…

** BÔNUS e UPDATE ***

11) Tinha falado mal do título em português (dizendo que ‘Círculo de Fogo’ parece nome de sequência de Crepúsculo), mas coisa boa é falar com quem entende: André Cananéa, editor do Vida e Arte do Jornal da Paraíba, me disse que a matéria de Audaci Junior explica que Círculo de Fogo é como é chamada a Pacific Rim aqui no Brasil. OK, até isso revela o talento de traduções para o português que temos aqui no Brasil… porque não chamar o buraco de FENDA DO PACÍFICO? POR QUE??? Brasileiros gonna brasileirar…

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