Curtindo o ócio em Buenos Aires: o que o turista com tempo de sobra pode fazer

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Passei 12 dias em Buenos Aires e deu pra conhecer muito do lado turistão (ainda teve coisa que deixei pra segunda visita de propósito) e ter momentos de, digamos, “ócio“! jejeje. As aspas são necessárias porque não tem condições de ficar parado nessa cidade, gente! Muito amor por lá! Este post é especial pra quem tá indo pra Baires com tempo de sobra (como tempo de sobra entenda mais de 7 dias por lá), o que eu recomendo muito, inclusive. Bora lá?

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10 coisas sobre Buenos Aires que constatei ou desmistifiquei na prática

Ouvi e li muita coisa sobre Buenos Aires antes de ir e, após minha estada de 12 dias na cidade, tenho total autoridade máxima outorgada pelos próprios portenhos para dissertar acerca dessas fatos. Com vocês, 10 coisas que dizem por aí e a verdade sobre todas elas!

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1) É perigoso pegar táxi sem a placa de rádio táxi.

Depende. Cara, você pode até priorizar os que tenham, mas na verdade não há treta em pegar um sem a placa. Todos os carros trazem na parte traseira do banco do motorista os dados e registro dele. Não dei azar de receber troco de nota falsa nem ser enganada por taxista, mas a recomendação é clara: se possível, pague com notas trocadas (de 50, 20 e 10 pesos), porque estas não são falsificadas e você não corre risco de o taxista dizer que você deu nota falsa sem ter dado. Já com as de 100 isso pode acontecer, mas não fica nessa paranoia! haha

>> Curtindo o ócio em Baires: o que o turista com tempo de sobra pode fazer

2) É uma cidade boa para andar.

Verdade demais! A cidade é plana, bonita demais e dá vontade de parar em toda esquina. A cada rua é uma descoberta e até se perder é uma delícia. Vai andando na fé sem medo de ser feliz e na volta toma um táxi pra voltar que dá baratinho. Ou bus/metrô se você for roots que nem eu!

3) Buenos Aires não compensa mais para compras.

Depende. Não fui a outlets de grandes marcas, mas vi lojas com preços bem parecidos com o Brasil e outras que vendiam peças bem baratas. Todomoda e Falabella são lojas que tem em quase todo quarteirão (falo sério!) e tem boas opções de presente pra você e pros outros! hihi

>> Veja minhas fotos da viagem no instagram na tag #fêembaires

4) É perigoso não trocar moeda no câmbio oficial.

Depende, mas é de boas. Imaginei, pelo que falavam, que o câmbio na Calle (rua) Florida era meio sinistrão, em lugares obscuros e tal. Nem é, tá? Tem umas figuras meio exóticas sim, mas outras com aparência confiável e aí vai do seu feeling. A troca é feita em uma das galerias da própria rua, nada sinistro. Fiz meu câmbio com o Lucas da Baires Tur, recomendo demais, fala com o rapaz aqui. Dica: ele também vai te ajudar a escolher shows de tango que combinem mais com seu estilo, mostrar opções de passeio e city tour e etc.

Por falar na Calle Florida, a propósito, não vai ter maluco batendo sua carteira assim na louca não. Isso rola sim, mas com brasileiro desatento. Nem fique na paranóia de dinheiro dentro do sutiã e nem fique desligado deixando o celular na mesa. E isso vale pra qual-quer-lu-gar-do-mun-do, dale?

5) Em Buenos Aires se come bem pagando pouco.

Verdade. Óooobvio que tem os lugares pega-turista, mas no geral você pede bons vinhos, boas carnes e boas comidas com um preço bem bueno (considerando uma cotação média de R$1 = $4,5).

>> Leia meu post: “Comendo em Buenos Aires: o que o turista brasileiro vai encontrar”

6) O atendimento dos bares e restaurantes é ruim.

Mentira, só é diferente. As coisas funcionam mais lentamente e de um jeito diferente do brasileiro (ô comandante, capitão, tio, brother, camarada, chefia, valentão, desce mais uma rodada), mas no geral os garçons são educados e alguns até sorriem pra gente, haha. O que não pode é ir esperando encontrar em OUTRO PAÍS o atendimento do bar da esquina da sua casa, que você chega falando alto, chamando o dono do lugar de “viado” e botando o pé na mesa, né?

7) Argentinos não acham brasileiras bonitas.

Mentira demais. De fato as argentinas são magras e nós brasileiras fugimos desse padrão. Sempre ouvia que as brasileiras não faziam sucesso entre os argentinos, e isso é mentira das mais graves. Até mesmo por experiências que ouvi no hostel de outras brasileiras, vi que é muito pelo contrário…

8) R$ 150 por dia é suficiente pra ficar lá super de boas.

Depende, viu? Até dá pra ser se você der uma economizada legal, andar só de ônibus, fazer somente uma ou outra refeição mais bacaninha. Recomendo no mínimo uns R$ 200 pra você ficar mais sossegado. Isso porque fui sozinha, néan? Se tu viaja a dois, por exemplo, despesas de transporte e comida podem ser rachadas e acaba saindo mais em conta.

9) O alfajor Havanna não é o melhor.

Verdade. Sem dúvida nenhuma o Jorgito ganha em disparada e é bem mais barato: custa de 6 a 7 pesos contra 15 pesos do Havanna. É gostoso o Havanna? Sí, pero tiene más marketing que todo.

10) A cidade vai te apaixonar.

Mais verdade impossível. E se tu não gostar é por uma das 3 razões:

a) porque é do tipo de brasileiro chatão que só vai pra comprar na Calle Florida;
b) intriga besta por algum motivo do futebol que você nem sabe o que é;
c) porque só foi ao Señor Tango e ao Siga La Vaca.;

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