Se preocupe: realmente não dá certo

Saí de casa para ver “Não se preocupe. Nada vai dar certo” achando que era ooooutra coisa. Não sei por que cargas d’água eu achei que era “Família vende tudo“, aquele que a família faz a menina dar o golpe da barriga no cantor de sertanejo… Parece ser pelo menos engraçada. Quando cheguei lá e vi que não era, já frustrei, né?

Manos, esse filme é um desastre.

Hugo Carvana, que dirigiu e atuou, tanto cagou como salvou o filme. Como assim? Explico: cagou por que o filme é sofrível. E salvou por que praticamente as únicas cenas que eu ri foram as protagonizadas por ele. E infelizmente foram bem poucas…

Essa cena então? É ótima!

 

Primeiro o longa tenta trazer o narrador em forma de apresentação de comédia stand up. Cilada.com tentou a MESMA COISA (afinal tá na moda!) e só quem riu foi a plateia do filme. Essas apresentações funcionam como são: em um bar, um cara com o microfone olhando para sua cara e contando piada besta. Aí o nego ri. Mas forçar a barra e trazer pro cinema não rola.

Stand up tragedy

 

Gregório Duvivier intepreta Lalau Velásquez, o filho de um ex-ator que passou a viver de golpes e e toda sorte de safadeza. Quem dá vida a essa figura é Tarcísio Meira. O velho Ramon Velásquez toma várias formas ao longo do filme, dependendo da roubada que se mete.

Tarcísio Meira mostra que já tá com a boca quadrada (sempre ouvi que isso é sinal de que o sujeito vai pendurar as botas) mas ainda dá um caldo em muito global novinho na interpretação. Ele se mostra natural o tempo inteiro, seja como um delegado ou um cara de vende um viagra miraculoso.

Roteiro bem furado, com muita coisa mal explicada. Tudo bem, por se tratar de uma comédia a gente perdoa. Ou não.

O tema principal, que é o relacionamento entre pai e filho, é abordado através da resolução de um conflito consequente das armações da dupla. A trama é bem facinha de ser resolvida na mente do espectador. Aquelas histórias clichês que envolvem CHIFRES e TIROS, sabe coméquié?

O tal do Gregório quase nunca convence como filho do figuraça. Eu estava clamando no cinema: “Filhinho, faça-me rir!”. Mas não teve jeito (com exceção de algumas cenas que ele viveu o indiano maluco).

Pra piorar, o longa termina com um musical (com uma música péssima, a propósito) com todos os atores, estilo fim-de-ano da Globo.

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