Resoluções de ano novo

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Já caminhamos para o final de outubro e isso só me traz uma lembrança: a lista de resoluções e objetivos para este ano. Foram apenas 10 pontos, coisa fácil, escritos na primeira folha de uma agendinha 2014 que só usei durante um mês e larguei em alguma gaveta depósito (quem não tem uma dessa?).

Falhei em um monte deles. Uns por procrastinação, confesso. Afinal, um ano demora muito e vai dar tempo! Março, agosto, setembro e agora novembro com a sensação que só me resta pensar nos presentes de amigo secreto e no peru de Natal. E claro: emagrecer pra ficar bem de branco.

Emagrecer, por exemplo. Minha meta para 2014 era somente manter o shape dos 10kg perdidos em 2013. Chegado novembro, minha meta de última hora é perder 5kg que encontrei neste ano, entre TPMs e pizzarias no domingo. Objetivos mudam. Mudam em questão de dias, que diremos de um ano?

A carteira de motorista é outro perrengue. Para este, talvez, a dificuldade tem sido superar a frustração de ter tentado em 2013 e reprovado na baliza – por culpa da avaliadora que me deixou nervosa, claro. Outra questão aí é que meu velho pai, que se dispusera a patrocinar a primeira tentativa, foi irredutível em relação ao reteste: “vai sair do seu bolso”.

Outro deles era até meio bobo: pegar meu diploma de conclusão de curso. Coloquei isso como meta porque sempre ficava horrorizada com gente que finalmente terminava o curso e, em vez de no dia seguinte já dar entrada no processo do diploma para pendurar na parede do quarto, deixava pra lá. Meses, às vezes anos sem a comprovação dos 4 ou 5 (ou mais, para os médicos) anos de labuta acadêmica. E eu sempre disse que isso não aconteceria comigo. Há 1 ano e meio digo que não vai passar da semana que vem.

E só neste rápido desabafo de 3 dos 10 pontos eu percebi o quanto 2013 e seus fantasmas ainda marcam presença em sonhos e projetos para os anos seguintes.

Poderia culpar o tempo, falta de tempo, tempo que não tem. Mas, não. Culpa minha, culpa dos rumos da vida. Vou rever a lista e tentar correr atrás de bater algumas metas só para que o champagne não tenha um gosto amargo no brinde de virada do ano. Já me chateei comigo mesma em anos anteriores por não cumprir as proposições para o ano novo. Neste ano desencanei. Navegar é preciso. Viver, não.

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