Paul McCartney, um cabra da peste arretado!

Nesta segunda-feira acordei um pouco mais tarde que o de costume e muito grata a Deus pelo fim de semana. Porque hoje, aos 22 anos, posso dizer que vi dois shows de Paul McCartney, o cara – vivo – mais espetacular da música. Sem exagero nem mimimi.

Contrariando a rota comum às turnês internacionais no Brasil, Paul dessa vez não passou por São Paulo ou Rio de Janeiro. Foi o “povo arretado” de Recife e a galera de Floripa o público escolhido para receber o cara que não é somente ex-Beatle, é Paul McCartney. Um artista completo: em suas três horas de show, o cara toca baixo, guitarra, ukulele, violão, piano… e é espetacular em tudo que faz. Sem falar no carisma, na zoação com a plateia e no esforço admirável de falar o máximo de português possível. Não podia faltar, nessa passagem no Nordeste, uma brincadeira com nossas expressões: “oxente”, “cabras da peste” e o que mais conquistou o público: “POVO ARRETADO”.

A emoção já começou na fila: nos dois dias, o carro de Paul passou ao meu lado, e pude vê-lo acenando com o vidro aberto e muita simpatia com todo mundo. Cabra arretado.

Os dois concertos foram fantásticos, mas, falando por mim, o do domingo foi mais especial. Talvez por que eu não me preocupei em ficar perto como no sábado, mas em curtir o show mais histórico – digo sem medo de errar – da minha vida. No segundo dia, fiquei um pouquinho mais distante, mas em compensação, me diverti HORRORES. Pulei muito, dancei, cantei, sorri e chorei, me deixando levar pela emoção e energia indescritíveis daquele lugar. Sério: acho que pensaram que eu estava movida a dorgas pesadas, mas garanto que foi tudo culpa de dois redbulls (já que depois do show do sábado só dormi 3 horas) e muita água mineral para não desidratar. E claro: uma vontade monstra de viver aquele momento.

Falando em água… Paul toca, dança, canta e brinca durante três horas e só dá o primeiro gole de água mineral Fiji após mais de duas horas. E isso nos bastidores, em uma pausa de três a cinco eternos minutos. Na volta, os integrantes voltaram inteiraços, agitando as bandeiras do Brasil, da Inglaterra e de Pernambuco, para o delírio da multidão. Um verdadeiro espetáculo, um artista que respeita seu público, se importa com ele e dá tudo de si para que aquele momento seja inesquecível.

Como canta na música “Golden Slumbers“, que fechou os dois shows, Paul é um garotão (de setenta e um anos) que vai carregar para sempre o “peso” de ser um ex-Beatle. A responsabilidade é grande. Mexe com a emoção de várias gerações e com a história da música. Macca assume essa responsa com muito vigor e dá o melhor de si no palco. Como me disse Renato Félix, Paul “não é uma sombra do que já foi, como Bob Dylan e Amy Winehouse no show em Recife”. É exatamente o que escrevi no segundo parágrafo: Paul deve ser amado e respeitado não somente pelo que foi com o Fab Four de Liverpool, mas pelo que é hoje. E, se Deus quiser, pelo que ainda será durante pelo menos 10 anos…

Paul, volte! Me dê de novo a chance de vê-lo, sentir sua energia e paixão pelo que faz. Proporcione a nós, brasileiros, mais noites como essas. Que Deus te dê mais saúde e disposição para continuar nos encantando e inspirando outros músicos. Sir McCartney, o senhor é um gênio.

Curtas:

¹ Não é novidade que sou fã do U2, mas Paul McCartney encontra-se em outro patamar. Depois dos shows, só reafirmo essa opinião.

² É muito bonito o jeito carinhoso com que Paul se refere aos Beatles. Em especial, ao George Harrison: “Vocês devem saber que George tocava ukulele muito bem!”, disse, antes de tocar (no ukulele) ‘Something‘, composta pelo ex-parceiro.

³ Na na na na na na na na na na na… hey Jude…

***

A autora:
Fernanda Paiva estuda Publicidade, trabalha com Mídias Sociais, escreve nesse blog e ainda não está acreditando que esteve a poucos metros de Paul McCartney e ouviu “Obladi Oblada”, “Hey Jude”, “Yesterday” e “Yellow Submarine” da boca de um ex-Beatle.

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2 Comments

  1. PAULIE LINDO!
    COISA MARLINDA ESSE CARA, SUA MÚSICA E TUDO O MAIS!

    CONCORDO COM TUDO DITO AE, PAULIE É O CARA! E espero realmente que ele viva mais e venha fazer mais shows aquiiiiiiiiiiii!!! LEVE MEU DINHEIRO, PAUL!!! PODE FICAR COM ELE TODO! EU NÃO ME IMPORTO! *.*

  2. Oi, Fernandinha! Adorei as suas impressões do show. Por um instante bem pequenininho (infelizmente), foi como se eu tivesse estado lá. Lembrei da vez que assisti o velho Macca em Curitiba, no distante 1993. Certamente, foi o melhor show que já vi na vida – simplesmente emocionante em toda a profundidade da palavra. Naquela ocasião, as homenagens maiores foram para o John – até pq o George ainda estava vivo. Mas, no momento em que ele tocou Something, confesso, arrepiei até a medula, pois é uma das minhas canções favoritas. E vc foi muito feliz ao lembrá-la – acho que por isso gostei tanto do seu post. De qualquer modo, vamos torcer para que ele retorne logo e que da próxima vez, inclua Brasília no roteiro, ainda que nos faltem expressões próprias como as que vcs têm aí no Recife. Beijos.

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