Curtindo o ócio em Buenos Aires: o que o turista com tempo de sobra pode fazer

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Passei 12 dias em Buenos Aires e deu pra conhecer muito do lado turistão (ainda teve coisa que deixei pra segunda visita de propósito) e ter momentos de, digamos, “ócio“! jejeje. As aspas são necessárias porque não tem condições de ficar parado nessa cidade, gente! Muito amor por lá! Este post é especial pra quem tá indo pra Baires com tempo de sobra (como tempo de sobra entenda mais de 7 dias por lá), o que eu recomendo muito, inclusive. Bora lá?

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Comendo em Buenos Aires: o que o turista brasileiro vai encontrar

Choripan, parrilla, empanadas, medialunas, desayunos, cubiertos: ê saudade da comida de Buenos Aires! Há quem ame e odeie e eu faço parte do primeiro time (mesmo tendo sentido falta de feijão após 12 dias na cidade). Caros, então aqui estão 12 fatos sobre a alimentação portenha e quais são os costumes principais relacionados a COMER, isso que a gente aqui no Brasil AMA fazer – e faz muito bem!

1) Os desayunos

A vida começa um pouco mais tarde em Buenos, então é comum tomar café depois das 10h. Você encontra nas cafeterias os kits de desayuno que normalmente vem com café, suco de laranja e duas ou três medialunas. Claro, tem uns mais tchan, mas no geralzão é isso aê. Preço pode variar entre 50 a 130 pesos, do cafecito mais simples até o Café Tortoni.

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2) Medialunas & empanadas

Medialunas são tipo croissants doces, às vezes servidos com doce de leite. Lá isso é tão comum que vende até no McDonalds! Já não posso falar algo de empanada porque não comi! Absurdo, né? 12 dias lá e nenhuma empanadinha pra contar história. É que achei tão parecida com pastel, visualmente falando, que acabei deixando pra depois, depois, depois e… passou. Na próxima não deixo de provar. ;)

>> Leia: 10 coisas sobre Buenos Aires que eu constatei ou desmistifiquei na prática


3) Parrillas e parrilladas

Parrillas são as carnes e parrillada é tipo: muitas carnes, hahaha. Normalmente é quando são servidos vários tipos de carne com guarnições e coisa e tal. As carnes vem sempre ao ponto (até meio mal passadas) e geralmente você pede papa frita ou ensalada de acompanhamento. O sal vem junto porque eles usam pouco no preparo, então prepara pra salgar a gosto. Basicamente, bife de chorizo é contra-filé e bife de cuadril é picanha. Ao menos em todo lugar que fui, era MUITO BEM SERVIDO.

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4) Cubiertos

A gente tem o costume de pagar os 10%, confere? Lá a maioria dos restaurantes cobra os cubiertos, que é um preço que cada empresa estipula para… OS TALHERES que você usa! Hahaha o valor dos cubiertos girava entre 12 e 25 pesos nos lugares onde fui. E o bizarro vem agora: havia lugares que não cobravam cubiertos e, em alguns deles, os talheres eram descartáveis! Hahaha makes sense, makes a lot of sense.

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5) Sugo de naranja y churros en las plazas y calles.

Mais tradicional que paixão pelo Maradona é sentar numa praça pra comer churros de dulce de leche e suco de laranja. Outra coisa é que portenho tem um caso de amor com suco de laranja, sério. Na rua, nas praças, nas feiras; em tudo que é lugar vai ter um tio fazendo suco de laranja na hora pra vender.

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6) Sorvetes

Os sorvetes de lá são tudo isso que dizem e mais um pouco. Freddo é realmente bom, mas Abuela Goye ganha. Provei na Volta também, e é bem bom mas não ganha dos concorrentes na minha opinião. Eu só tomei helado de dulce de leche em todas as vezes que pedi, ALOKA! hahaha Ainda bem que fui no verão, mas já soube que a turistada brasileira toma sorvete no inverno mesmo batendo o queixo de frio de tão bão que é.

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7) Menus em quadros negros na calçada

Amo, amo e amo isso de todos os restaurantes e pubs terem na calçada um quadro negro bem enfeitado com o prato do dia, preços e alguma info importante. <3 Você nem precisa ter o trabalho de entrar pra ver o menu, ter um susto com os preços e ir embora, por exemplo hahaha Também acho lindo mesinhas na calçada, é uma graça! Isso é bem comum em todos os bairros (pelo menos nos 10 bairros que eu conheci haha).

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8) Choripan

Choripan é, e aqui perdoem os hermanos essa explicação rasteira, um pão com linguiça! Mas é uma linguiça diferente. Se entendi bem é linguiça de chorizo – ou algo assim. Em um restaurante no Caminito comprei um por 60 pesos. No tiozinho que vende na rua em frente do Planetário (Recoleta), 60 pesos foi a conta total de um choripan com adicional de ovo (CHI-QUE), uma Pepsi e uma água. Adivinha o melhor? O do tio! Hahaha <3

>> Curtindo o ócio em Baires: o que o turista com tempo de sobra pode fazer

9) Pão, pão, muito pão

Como é que esse povo lá faz dieta, Jesus amadinho? Se tu pedes uma Coca, vem pão. Se tu pedes carne, vem com pão. Se pedes uma Quilmes, vem uma cesta de pães diferentes. Se tu perguntares as horas, capaz de vir um mini baguete! Haha.

10) Horários diferenciados

Como eu comia um desayuno tarde, lá pelas 11h, só sentia fome de almoço umas 16h. Antes disso eu beliscava sorvete, churros, tomava um suco de laranja, essas coisas que me fizeram engordar 3kg em 12 dias. Daí a pedida é parrilla com papas fritas, praticamente o mesmo do jantar (que normalmente é lá pelas 21h). A foto abaixo aí é de um desayuno do Café Tortoni. Note que veio tostados em vez de medialunas:

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11) Propinas

É cultural demais o lance da gorjeta pro garçom, você curtindo ou não o atendimento do lugar. Normalmente você “inteira” a conta com a propina (como é chamada a ‘gorjeta’) do cara, por exemplo: a conta dá $136 e você paga logo os $150. Ao menos eu fazia assim e todo mundo ficava feliz.

12) Água SALGADA

Juro, cara, a água é salgada! Antes de ir dá uma olhada na quantidade de sódio das águas do Brasil e compara com as de lá. A marca mais aceitável e que mais se assemelha à brasileira é a Eco de Los Andes, dá pra achar nos kioscos facilmente. :)

O que está faltando na lista?
Conte para mim nos comentários!

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10 coisas sobre Buenos Aires que constatei ou desmistifiquei na prática

Ouvi e li muita coisa sobre Buenos Aires antes de ir e, após minha estada de 12 dias na cidade, tenho total autoridade máxima outorgada pelos próprios portenhos para dissertar acerca dessas fatos. Com vocês, 10 coisas que dizem por aí e a verdade sobre todas elas!

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1) É perigoso pegar táxi sem a placa de rádio táxi.

Depende. Cara, você pode até priorizar os que tenham, mas na verdade não há treta em pegar um sem a placa. Todos os carros trazem na parte traseira do banco do motorista os dados e registro dele. Não dei azar de receber troco de nota falsa nem ser enganada por taxista, mas a recomendação é clara: se possível, pague com notas trocadas (de 50, 20 e 10 pesos), porque estas não são falsificadas e você não corre risco de o taxista dizer que você deu nota falsa sem ter dado. Já com as de 100 isso pode acontecer, mas não fica nessa paranoia! haha

>> Curtindo o ócio em Baires: o que o turista com tempo de sobra pode fazer

2) É uma cidade boa para andar.

Verdade demais! A cidade é plana, bonita demais e dá vontade de parar em toda esquina. A cada rua é uma descoberta e até se perder é uma delícia. Vai andando na fé sem medo de ser feliz e na volta toma um táxi pra voltar que dá baratinho. Ou bus/metrô se você for roots que nem eu!

3) Buenos Aires não compensa mais para compras.

Depende. Não fui a outlets de grandes marcas, mas vi lojas com preços bem parecidos com o Brasil e outras que vendiam peças bem baratas. Todomoda e Falabella são lojas que tem em quase todo quarteirão (falo sério!) e tem boas opções de presente pra você e pros outros! hihi

>> Veja minhas fotos da viagem no instagram na tag #fêembaires

4) É perigoso não trocar moeda no câmbio oficial.

Depende, mas é de boas. Imaginei, pelo que falavam, que o câmbio na Calle (rua) Florida era meio sinistrão, em lugares obscuros e tal. Nem é, tá? Tem umas figuras meio exóticas sim, mas outras com aparência confiável e aí vai do seu feeling. A troca é feita em uma das galerias da própria rua, nada sinistro. Fiz meu câmbio com o Lucas da Baires Tur, recomendo demais, fala com o rapaz aqui. Dica: ele também vai te ajudar a escolher shows de tango que combinem mais com seu estilo, mostrar opções de passeio e city tour e etc.

Por falar na Calle Florida, a propósito, não vai ter maluco batendo sua carteira assim na louca não. Isso rola sim, mas com brasileiro desatento. Nem fique na paranóia de dinheiro dentro do sutiã e nem fique desligado deixando o celular na mesa. E isso vale pra qual-quer-lu-gar-do-mun-do, dale?

5) Em Buenos Aires se come bem pagando pouco.

Verdade. Óooobvio que tem os lugares pega-turista, mas no geral você pede bons vinhos, boas carnes e boas comidas com um preço bem bueno (considerando uma cotação média de R$1 = $4,5).

>> Leia meu post: “Comendo em Buenos Aires: o que o turista brasileiro vai encontrar”

6) O atendimento dos bares e restaurantes é ruim.

Mentira, só é diferente. As coisas funcionam mais lentamente e de um jeito diferente do brasileiro (ô comandante, capitão, tio, brother, camarada, chefia, valentão, desce mais uma rodada), mas no geral os garçons são educados e alguns até sorriem pra gente, haha. O que não pode é ir esperando encontrar em OUTRO PAÍS o atendimento do bar da esquina da sua casa, que você chega falando alto, chamando o dono do lugar de “viado” e botando o pé na mesa, né?

7) Argentinos não acham brasileiras bonitas.

Mentira demais. De fato as argentinas são magras e nós brasileiras fugimos desse padrão. Sempre ouvia que as brasileiras não faziam sucesso entre os argentinos, e isso é mentira das mais graves. Até mesmo por experiências que ouvi no hostel de outras brasileiras, vi que é muito pelo contrário…

8) R$ 150 por dia é suficiente pra ficar lá super de boas.

Depende, viu? Até dá pra ser se você der uma economizada legal, andar só de ônibus, fazer somente uma ou outra refeição mais bacaninha. Recomendo no mínimo uns R$ 200 pra você ficar mais sossegado. Isso porque fui sozinha, néan? Se tu viaja a dois, por exemplo, despesas de transporte e comida podem ser rachadas e acaba saindo mais em conta.

9) O alfajor Havanna não é o melhor.

Verdade. Sem dúvida nenhuma o Jorgito ganha em disparada e é bem mais barato: custa de 6 a 7 pesos contra 15 pesos do Havanna. É gostoso o Havanna? Sí, pero tiene más marketing que todo.

10) A cidade vai te apaixonar.

Mais verdade impossível. E se tu não gostar é por uma das 3 razões:

a) porque é do tipo de brasileiro chatão que só vai pra comprar na Calle Florida;
b) intriga besta por algum motivo do futebol que você nem sabe o que é;
c) porque só foi ao Señor Tango e ao Siga La Vaca.;

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Miss Caffè: boa cafeteria no Centro de JP

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Se café é bom, imagina em uma cafeteria bonita, barata e em pleno Centro da cidade?

 

Adoro descobrir lugares novos e charmosos na minha cidade linda (e em outras também, hihi). E quando é assim, pertinho do trabalho, melhor! <3

Em pleno Centro de João Pessoa – ali pertinho da Praça da Independência – fica o Miss Caffè. O lugar faz o maior estilo cafeteria parisiense com mesinhas na calçada, haha e, embora elas não fiquem beeeem na calçada, valeu a tentativa!

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O lugar é pequeno e aconchegante, com uma decor arrumadinha e charmosa (mas nada extravagante nem com muitas coisas, tá?) e tem um atendimento bacana. Ah, tem wifi pra você postar rapidinho a foto do seu café no instagram! :}

Já tinha almoçado e pedi um café especial de Nutella (R$8,90) que veio doce na medida certa e o tamanho é generoso. O brownie (R$5) foi sugestão da garçonete e surpreendeu: quentinho, com um recheio chocolate branco e nutella. E bora combinar que o preço tá sensacional, né?

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Lá também vende saladas, salgados, cafés gelados e sobremesas – tudo nesse precinho amigável. Tô aceitando convites para voltar lá e provar tudo, vamos todo mundo?

Beijos,

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Sobre a euforia passageira com o novo ano

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Às vezes tenho a impressão que novo ano é tipo livro que a gente deixa de ler na metade.

Todo mundo começa meio eufórico, fazendo juras de amor ao ano e com promessas na ponta da língua – e do lápis. As festas de fim de ano dão esse clima de confraternização, abraços, há braços e amigos-para-sempre-é-o-que-nós-queremos-ser-na-primavera-ou-em-qualquer-das-estações. É uma mistura doida de balanço e planejamento que deixa todo mundo cheio de esperança. Aí, senhores e senhoras, vem janeiro.

Janeiro é festa. Ô, que mês bom é janeiro, benzatedeus. Verão, praia, férias, cidades cheias de turistas, sol nascendo cedo e todo climão mega bom que graças a Deus dura muito (ou só eu tenho a impressão que Janeiro dura uns 3 meses?). Fica todo mundo felizão e já começa a tentar alcançar as metas propostas – menos a de emagrecer porque heh, dieta nas férias nin-guém-me-re-ce.

Daí que vai passando Carnaval, aí o ano brasileiro começa meearmo, as águas de março fecham o verão, vem uns perrengues aqui e ali e em 1º de Abril essa coisa de ano novo parece mentira. A gente perde o gás e deixamos pra lá as juras de amor. Esquecemos a empolgação no mesmo lugar onde ficaram os sonhos e projetos pro bendito novo ano que nem chegou à metade e já tá velho.

Quando chega outubro, então, pobre do ano: só o que se vê é gente já torcendo pela chegada do próximo. Não damos chance aos últimos meses, como se o roteiro não pudesse ter algum ponto de virada bacana. Como se aos 45 do segundo tempo não tivesse mais gol.

É essa mania que a gente tem de desanimar. De não concluir. De largar na metade. Como se ano fosse mais empreender do que administrar: a gente se joga com um monte de projetos e alegria e aí vem Nossa Senhora do Tempo Passando e não administramos o ano que nos foi dado novinho em folha, com folhas em branco – clichê, mas verdade.

Por mais anos vividos intensamente do começo ao fim. Por um ano amado, mesmo que aos trancos e barrancos, até a hora da virada. Por brindes de Réveillon não com ar de “ah vai-te embora ano velho”, mas de “foi bonito, foi”. Que em meados deste agosto a gente ainda tenha o gosto de dizer: “vem com tudo, 2015″.

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10 coisas que a corrida me ensinou

Por: Fernanda Paiva

1) Seu maior rival é você mesmo.
Em uma prova, a esmagadora maioria não está ali para subir no pódio, mas para escalar um novo recorde pessoal. Vencer a Fernanda do último treino ou da última prova me ensina que ser uma Fernanda melhor como pessoa requer esforço e dedicação – mas que é possível!

2) Não subestime o primeiro passo.
Eu não corria a distância entre dois postes e hoje me preparo para uma meia maratona. Hoje vejo a importância daquele início: se não fosse ele eu não estaria vivendo tudo isso hoje.

3) Aproveite o caminho.
Correndo a gente aprende a apreciar a vista bonita do percurso. Na corrida pelos seus objetivos, não deixe de apreciar o caminho e,  sobretudo, aprender com ele.

4) Foque no sonho, não na dor.
Seja qual for seu objetivo, o caminho pode ser doloroso. Na corrida, a dor é física. Se não correr com a cabeça, não chega lá. A dor pode ser no coração, na alma, na família, no bolso. Mas tem que passar por isso!

5) Valorize pequenas conquistas.
Na corrida a gente aprende que baixar 1 minuto no tempo é muita coisa e vibramos com isso. Não podemos comemorar somente os pódios da vida!

6) Se conheça.
Entenda e respeite seus limites. Correndo você aprende a identificar se é cansaço superável ou fadiga que necessita de pausa. Na vida, dedique um tempo a entender a se mesmo. Questione a todo tempo suas motivações, escolhas e decisões: elas dizem muito sobre você.

7) Não pare: você pode ser a inspiração de alguém.
Quando passei por um período de desânimo, recebia mensagens que me pediam para prosseguir, pois com meu exemplo e dedicação estava motivando muita gente. Em tudo na vida, sempre tem alguém te admirando, observando, se espelhando em você. Pense neles antes de desistir ou chutar o balde.

8) Busque desafios novos e maiores.
A vida tem suas fases e etapas, assim como a corrida. Chega uma hora que queremos aumentar distância, alcançar um tempo x, correr uma prova tal. Saia da zona de conforto e da acomodação!

9) Disciplina é o segredo.
Para os estudos, para relacionamentos, para seu emprego e para a corrida. Todo esporte acaba ensinando muito o lance da disciplina, renúncia e foco no resultado. Leve isso para a vida!

10) A linha de chegada é o começo.
Ao cruzar a linha de chegada percebemos, após a festa, onde podemos melhorar e que ainda temos um longo caminho. Quando pensar que alcançou, lembre que é apenas o começo de um novo e mais emocionante desafio!

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