Os Vingadores

Os Vingadores” (The Avengers, 2012, EUA) reproduz na telona tudo que a gente quer ver naquela última sessão da sexta-feira… Aquele momento que você quer abstrair, comer uma pipoca e acompanhar uma boa história que nem seja intelectualóide nem idiota.

O grande trunfo do longa é colocar na mesma sopa os quatro heróis da Marvel que já tiveram a chance de brilhar sozinhos em seus filmes “pessoais”. Com suas origens, histórias e personalidades já explicadas anteriormente, resta a cada um dos poderosos conviver e lidar com o jeito, o ego e as manias de cada personagem da trama.

E nesse ponto, o diretor Joss Whedon acerta na construção da trama, não tão simplória como parece. O que vemos ali não é somente um grupo de bonzinhos que no fim das contas vai derrotar as forças intergalácticas do mal – e nisso não to contando nada que você não saiba, se tratando de um filme de super-heróis. Desta vez, ou o Hulk, o Capitão América, o Homem de Ferro e Thor aprendem a trabalhar juntos ou colocam tudo a perder.

Eles travam uma verdadeira guerra civil de egos, não somente trocando farpas irônicas e mal intencionadas – que fazem a plateia se abrir na risada –, mas literalmente lutando entre si, em tentativas de mostrar a todo tempo quem é o melhor, ou quem deles pode salvar a humanidade do caos iminente.

É quando aprendem a ver as diferenças como cartas na manga para a execução de um plano que o grupo começa a se dar bem na missão. É nessa hora que um playboy metido a engraçadinho – mas extremamente inteligente –, um nerd que precisava mais controlar seu poder do que usá-lo, um loiro fortão meio tapado e um soldado metódico e certinho começam a jogar no mesmo time.

A temática, que já agrada por si só um grande público, conquista ainda mais por trazer a todo momento o lado cômico de se ter um super poder. Cheio de tiradinhas sensacionais e ações inesperadas, é diversão certa durante os 142 minutos de filme. A produção ainda é um deleite para os olhos com tanta gente bonita desfilando pelas cenas: do sempre charmoso Robert Downey Jr à gatíssima Scarllet Johansson.

Finalmente, é difícil acabar de ver e dizer, de cara, qual o melhor super-herói. Isso vai muito de “bater o santo”, de rolar uma identificação especial. No meu caso, aconteceu de cara com o Homem de Ferro. O mais engraçadinho e tirador de onda foi aquele que sempre esteve presente pra salvar a pele da galera, especialmente naquele grand finale. Sério, quem não se abriu quando ele chamou o Barton de Légolas? AUHEUHAUHEUAHUHEUHAUAHA Preciso assistir de novo com um bloquinho só pra anotar as piadas que o cara faz no filme todo, sem condições…

Mas como estão dizendo por aí, talvez a maior das estrelas seja o Hulk. Mark Ruffalo está maravilhoso no papel, dando um jeito gracioso de nerd desajeitado para o doutor. O espectador se surpreende com a reviravolta do personagem ao longo do filme: o herói que todos achavam que ferraria com tudo terminou sendo aquele que mais colaborou em um momento crucial, somente por ter aprendido a lidar com sua natureza perigosa.

Sem mais falatório, assistam à cena que vem depois dos créditos finais. =)

 

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