“O Casamento do Ano” ou “Quero meus R$9 de volta”

Eu não tenho preconceito com filme. Sério.

Também nunca larguei um filme pela metade, mesmo sem gostar dele. Acho que não vai arrancar pedaço se eu gastar 1h30 da minha vida vendo algo não muito legal… acho que tudo me serve para alguma coisa, nem que seja para eu ter assunto na roda de amigos dizendo que vi tal filme e ele é uma lástima. Já livro ruim eu largo sem dó. Mas isso é tema para outro post.

Só que para eu investir uma grana com um ingresso de cinema o filme tem que ser pelo menos decente. No mínimo, aceitável. Tem que ter, por baixo, 3 ovos no Omelete. Pelo menos uma pessoa em quem tenho confiança cinematográfica ter me dito que é legal. Só que “O Casamento do Ano” não obedeceu nenhum desses pré-requisitos, mas ainda assim gastei NOVE REAIS para assisti-lo.

Vou ser bem breve no texto para não gastar mais algo na minha vida com ele (no caso, tempo).

Direto ao ponto: Ô comédia sem graça. Ri umas 6 vezes no total, sempre em cenas com o Robert de Niro, que a propósito é uma das únicas coisas boas do filme. Mesmo com um personagem fraquinho, gosto de vê-lo em cena. Ele até me pareceu bem à vontade no papel, como se estivesse sendo ele mesmo. A outra coisa boa é a boadrasta Bebe, que em algumas cenas surpreende e arranca um meio-sorriso. Tirando isso, mais nada se salva.

Ver o casal protagonista em cena é tão interessante quanto observar uma mosca sobrevoando um prato de sopa. Eles são chatos e não convencem (aliás, o que deabos nessa história convence?). Os coadjuvantes aparecem mais do que eles, eles não combinam como casalzinho e não tem NADA de sintonia.

O enredo é deprimente… ok que não se pode exigir muito de um filme de comédia que nasceu para ser pipoca, mas esse roteiro com certeza foi escrito por alguém que pensou: “vambora sacanear da boa vontade e da paciência do telespectador, galera! kkkk”

O padre não faz sentido, o lance da família colombiana não faz sentido, as relações interpessoais não fazem sentido. Foi o maior desperdício de estrelas hollywoodianas deste ano. A propósito, sempre desconfio de um filme onde todo o elenco é muito top…

É ruim, é ruim e é ruim… da primeira cena aos créditos finais, é deprimente. Ok, exceto pelo golpe de misericórdia que foi a música de Michael Bublé enquanto os créditos rolavam. É… serviu para reduzir minhas chances de enfarto do miocárdio de tanta raiva pelos nove reais mais caros da minha vida.

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1 Comment

  1. Gsuuus e eu ainda cogitei a possibilidade de assistir!
    Achei que valeria a pena por conta do De Niro, mas tô vendo que meus instintos não falharam, rs.

    Beijão

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