NEW – Paul McCartney (2013)

Demorei a ouvir “New”, o disco lançado pelo bochechudo mais amado de Liverpool em outubro deste ano. Resisti até o último minuto e não dei o play nem na música que dá nome ao álbum, cujo link foi mais compartilhado do que a performance de Lucy Alves no The Voice (ok, exagero… essa aí é imbatível nas timelines).

Me recusei, inclusive, a ler qualquer crítica antes desse momento – inclusive ainda não li, a fim de não ser em nada influenciada pela opinião profissional de quem manja demais. Tudo isso porque eu queria dar uma pausa na correria, deitar na minha cama munida de chocolates e ouvir a sequência das 12 músicas que compõem a obra.

Agora que o download do iTunes foi concluído, vou ouvir uma de cada vez e postar o que senti e experimentei em todas elas – prometo me esforçar para não deixar o lado fã falar tão alto…

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1) Save us

Puxa vida! É esse o Paul que há pouco lançou o jazzístico “Kisses in a Bottom”? As primeiras batidas da música já parecem querer falar para a gente é o disco de um novo Paul – embora o mesmo de sempre, com essa declaração apaixonada à mulher amada que é uma coisa!

2) Alligator

Primeira coisa sobre essa música: ela dá vontade de dançar. Segunda coisa: Paul, já pode me dar seu jacaré! Conversa sem futuro e “not too deep” é comigo mesmo! \o/ PS: é a música do disco feita para matar saudades dos Beatles, né? <3

3) On My Way to Work

Bonita, boa de ouvir! Gosto da simplicidade da letra e do tema. Nosso caminho para o trabalho é o mesmo todos os dias; quase sempre é tudo igual. Em meio a essas trivialidades e cenas cotidianas, Paul confessa que só consegue pensar na pessoa amada. Ai, Paul!

4) Queenie Eye

Só Paul consegue falar da busca desenfreada pela fama usando como metáfora uma brincadeira infantil de adivinhar quem está com a bola. Rasgando geral, ele revela que nessa jornada doida ele descobriu que estava só – e somente ele poderia fazer algo por si. Corri para assistir logo em seguida o clipe da canção, que reúne artistas famosos do naipe de Meryl Streep, Jude Law, Kate Moss, Johnny Depp, Jeremy Irons e James Corden. Confere aí:

5) Early Days

Tinha que rolar uma nostalgia e uma referência aos Beatles, néan? Esse clima nostálgico é o que dá o tom da canção, inclusive. Boazinha de ouvir, combina para entrar na playlist “CORDEI, CADÊ CORAGEM PRA LEVANTAR” <3

6) New

Bem no meio do álbum, surge “New”. A música é boa e parece ser direcionada a John, alguém mais acha isso? Na letra Paul fala, em tom meio deboche meio explicação, que eles eram novos demais e não tinham nada a perder naquela época. “Nem olhe para mim” que eu não sei o que to fazendo direito, vamo só viver? Auhuehuaa

7) Appreciate

Não sei se é o que se pode chamar de “experimental”, mas essa faixa meio eletro-rock (existe isso?) parece diferente de todo o resto do álbum – pelo menos do que eu ouvi até agora dele. É boa por ser do Paul – nhaaaaaaa – mas talvez eu tenha que ouvir mais vezes para gostar. Não conquistou de cara, não.

8) Everybody out there

Curti muito! Essa é aquela para todo mundo endoidar no show, produção? Confere? E a frase “Do some good before you say goodbye” fala de algo que mexe muito comigo.

9) Hosanna

Que lindo, que delicadeza sem tamanho! Quem é a CIDADÃ que se nega a passar a noite em claro esperando a manhã chegar para cantar “hosana” ao nascer do sol? Com um convite feito dessa forma, nenhuma!

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10) I can bet

Que Paul ousado nessa música! Hahaha Arrasou! A canção tem uma “pegada” muito boa – com o perdão para o trocadilho…

11) Looking at her

Essa música é a versão McCartniana para a profunda “Ela não anda, ela desfila / Ela é top, capa de revista”! Hahahah A baladinha é bem boa e fala de uma moça que faz toda a multidão virar o pescoço quando ela passa. Achei fofa, achei poética, achei linda!

12) Road

Essa é uma música que começa OK e depois vai ficando melhor… até que para por completo por uns 25 segundos e parece que acabou. Fiquei naquela angústia de ver que ainda restavam mais 2min de música e OHMEUDEUSOQUEVAIACONTECER… até que entra um piano triste e um Paul cantando “…trying you see how much you mean to me, love”. Cortadores de pulso e galera da roedeira: PULEM ESSA FAIXA! Kkkkkkk

— x —

Bom, é isso!
Agora só me resta securar o disco até os tímpanos pedirem para eu parar. Gostei muito, muitão mesmo. Se até nos trabalhos mais “fracos” Paul já detona, imagina em um disco que no geral é todo bom?

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1 Comment

  1. Amei Fernanda, impossível não passar dias e dias ouvindo repetidas e incontáveis vezes o álbum completo. Palavra de quem passou 15 dias ouvindo o todas as 12 faixas todos os dias, sempre que o fone de ouvindo poderia estar em atividade. Aplausos para “Queenie Eye”, essa não para de tocar mentalmente sempre que penso em Paul <3

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