Contágio é bom… mas não contagia.

Ao sentar na poltrona do cinema para assistir Contágio (Contagion, 2011), você tem a impressão que vai ver mais um daqueles filmes de epidemias que dizimam a humanidade enquanto os salvadores do mundo (a.k.a. Estados Unidos) se esforçam e arriscam suas próprias vidas para trazer a cura. E é isso mesmo que acontece.

Apesar de apostar em algumas fórmulas típicas (como o cara que é imune à doença e a doutora que dá a vida para descobrir a cura), é verdade que Contágio consegue ser diferente na forma de contar a história. Isso porque mostra o dia após dia do alastramento da epidemia e a valorização dos “bastidores da doença” em detrimento do sofrimento, morte e barbárie dos sobreviventes… claro que isso também é mostrado, mas sem a ênfase que geralmente é dada pelos outros filmes do gênero.

Mas o que chama atenção de cara mesmo é o time de estrelas. Matt Damon, Jude Law, Gwyneth Paltrow (não tem jeito: eu sempre googlarei o nome dela), Kate Winslet e Marion Cotillard estão constantemente na briga para ver quem rouba mais a cena. Tantos bons juntos fazem com que a gente se confunda na hora de decidir quem são os protagonistas da história.

O meio do filme é sofrível. Talvez fosse minha barriga sofrendo com a chegada da hora do almoço, mas em alguns momentos a história se perde em meio a cenas bastante entediantes no estilo documentário. Steven Soderbergh, apesar de narrar sob perspectivas interessantes (a da política, da indústria farmacêutica e da relação de um pai imune com sua frágil filha), peca por não manter o ritmo legal que tinha no começo.

Aí vai ficando legal, legal, legal… E acaba. E acaba bem, sem aquilo de um sobrevivente olhar a devastação ao seu redor enquanto ouve o anúncio tranquilizador do governo: “Estamos livres da epidemia. A paz está de volta!”.

A trilha sonora se garante DEMAIS. Se o espectador não dorme em alguns momentos chatos do filme, é graças a ela. E ainda toca uma “All I want is You” do U2. Bem naquela hora que o diretor diz pra você: “Ó, a hora de chorar é essa!”. E quase funciona comigo! ;-)

After all, Contágio é um bom filme. Bem okay mesmo. Não vou mentir: eu esperava mais, tanto por ser um tema que eu curto quanto pelo elenco que se garante. Durma antes de sair de casa, compre uma coca-cola e ENJOY! ;-)

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4 Comments

  1. Bem, o filme é bom? é! mas pra mim filmes desse naipe
    e com atores tão, digamos.. xetaaaa… poderia ser um style de Resident Evil se num for num presta.. kkkk enfim!! faltou desenrolar da parada deixou muito a desejar na minha opinião, tinha muita coisa a se resolver que não se resolveu!

  2. ‘E acaba. E acaba bem, sem aquilo de um sobrevivente olhar a devastação ao seu redor enquanto ouve o anúncio tranquilizador do governo: “Estamos livres da epidemia. A paz está de volta!”.’

    Mas aquele finalzinho cafona (que nem precisava de U2 pra ajudar), consegue ser pior do que esse final que você descreveu acima.

  3. Marion Cotillard foi o motivo que me fez querer ver o filme, não o Soderbergh (não que eu não goste dele). Essa formula da qual muitos diretores estão se valendo, de convocar um exercito de estrelas pra pequenas participações já me deixa diante mão com o pé atrás, dificilmente dá certo. Apesar disso acho que gostei um pouquinho mais que você, Laurentino e Tiago. Mas só um pouquinho. Na verdade me agradou o fato do foco estar (e ao mesmo tempo não estar. rs) na doença, e não nas pessoas. As personagens funcionam tanto como acessório que o Soderbergh não se dá ao trabalho de se aprofundar na vida delas, muito menos procurar por sentimentos ali. Esse ponto me agradou, não sei ainda o porquê. E por fim, U2… posso dizer que você foi a primeira pessoa de quem lembrei quando ouvi. rs

  4. Olha… Achei razoável este filme, mas se tivesse aparecido zumbis seria melhor! hasuhsahuash
    Vale a pena ver…mas só uma vez.

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