5 músicas para curtir a deprê com elegância

Bom, todo mundo já curtiu uma deprêzinha, né? Pelo motivo que for (morte da cachorra, saída de emprego, fim de namoro, briga com a esposa, topada do dedinho na quina da mesa), todo mundo já ficou deitadinho na cama e tudo que quis foi uma música para aumentar a dor.

 

Como isso é algo pelo qual todos passaram/passam/passarão, preparei um TOP 5 com músicas para você curtir esse momento down com muito charme, elegância e músicas boas. Afinal, já basta a dignidade zero e, para nós mulheres, a maquiagem borrada. Música ruim nessas horas já é decadência demais.

Perguntei aos seguidores do Twitter sugestões (e muitos se manifestaram, para minha não surpresa) e separei as melhores (que passaram pelo meu criterioso critério de avaliação). Depois me escrevam contanto a experiência de ouvir a seleção que, com permissão para uso do slogan, é só coisa fina.

Jon McLaughlin feat Sara Bareilles Summer Is Over  – (Escolha da blogueira \o/)
A música é clara. O verão acabou, meu bem. Pode curtir seu inverninho de lágrimas.

3 Doors DownHere Without You – (Sugestão do Braian)
Porque quem nunca foi ao delírio com essa música na adolescência não se apaixonou pela coleguinha na hora do recreio.

RumerGoodbye Girl (Sugestão da Iris Porto)
A música traz uma verdade: nem todo goodbye é para sempre (senão nem começaria com “good”). Mas o que importa, né? Nessas horas o que vale é achar que o mundo acabou. Claro, sem sair do salto e postando fotos felizes no instagram.

Nouvelle VagueLove Will Tear Us Apart (Sugestão da Erika Heidi)
De todas, é a mais singela. O que não significa que não vai deixar seu coração em pedaços.

PlaceboBlind (Sugestão do Marcos Molina)
Claro que eu não poderia deixar a galera do rock órfã. Então eis aqui essa música do Placebo, cujas batidas vão golpear sua face e te deixar ainda pior.

De nada.

OBS: Este blog não é responsável por ligações, mensagens, desmaios, pulos de ponte e quaisquer outras consequências que esta playlist venha causar.

Continue Reading

Beatles Live at Shea Stadium – 1965

Já tinha ouvido falar há maior tempão do show que o Fab Four fez no Shea Stadium, em New York, no dia 15 de agosto de 1965. Sabia que se tratava do primeiro show de rock realizado em um estádio a céu aberto. E quando se trata de Beatles, a curiosidade só aumenta. Dei uma procurada rápida na Internet, não achei e esqueci.

Hoje, séculos depois, eu estava revirando a bagunça de DVDs da Americanas e dei de cara com o tesourinho. Do nada. Talvez a presença de Paul no Brasil tenha trazido os bons fluidos. E olha: era uma edição de colecionador. E olha de novo: R$ 9,99. Esse valor mal pagaria um açaí na tigela.

Pois é! A blogueira comprou e correu para casa para assistir na mesma noite.

Apesar das falhas de som (pra não dizer um som TERRÍVEL!), da edição tosquinha (repetindo a mesma imagem da plateia trezentas vezes, como se a gente não percebesse) e do vídeo parar vez por outra e ficar passando fotos (certamente por causa de algum erro nas imagens), o show é SENSACIONAL =)

Os quatro pirralhos de Liverpool começaram a noite visivelmente tensos. Tensão justa, né? Um estádio com mais de 55 mil pessoas enlouquecidas, um som pebinha e o peso de ser o primeiro a fazer. O pioneirismo é uma grande responsabilidade. Você não tem uma noção certa da coisa e tudo pode sair uma maravilha ou uma grande bosta.

Aos trancos e barrancos, deu certo. Lá pela quarta música (“Ticket to Ride”) os garotos começaram a se soltar e encarar aquilo como uma grande diversão. Afinal, eles sacaram que a galera não tava ali tanto pela música, mas por eles. Na boa: o som estava péssimo e as pessoas gritavam absurdamente. Era tudo que se podia ouvir. Então, qualquer macacada que eles fizessem no palco faria as meninas morrerem de gritar e chorar e espernear e se descabelar. E se você tem dúvidas, nos extras do DVD tem uma entrevista (feita anos e anos depois) onde eles comentam justamente isso.

O setlist de 11 músicas abre com “Twist and Shout” e tem outras joinhas como  “Ticket to Ride”, “Can’t Buy Me Love”, “A Hard Day’s Night” e “Help”. O quarteto encerra tocando “I’m Down”, com um John Lennon enlouquecido – que já tinha absorvido o espírito do LOL e estava tocando teclado com os cotovelos -,  um George que mal conseguia tocar com crise de crise de riso, um Paul que já estava levando os gritinhos na sacanagem e um Ringo batucando com cara de “what the hell you guys are doing???”

Enfim, tentem encontrar e assistam ^^

Continue Reading

Paul McCartney, um cabra da peste arretado!

Nesta segunda-feira acordei um pouco mais tarde que o de costume e muito grata a Deus pelo fim de semana. Porque hoje, aos 22 anos, posso dizer que vi dois shows de Paul McCartney, o cara – vivo – mais espetacular da música. Sem exagero nem mimimi.

Contrariando a rota comum às turnês internacionais no Brasil, Paul dessa vez não passou por São Paulo ou Rio de Janeiro. Foi o “povo arretado” de Recife e a galera de Floripa o público escolhido para receber o cara que não é somente ex-Beatle, é Paul McCartney. Um artista completo: em suas três horas de show, o cara toca baixo, guitarra, ukulele, violão, piano… e é espetacular em tudo que faz. Sem falar no carisma, na zoação com a plateia e no esforço admirável de falar o máximo de português possível. Não podia faltar, nessa passagem no Nordeste, uma brincadeira com nossas expressões: “oxente”, “cabras da peste” e o que mais conquistou o público: “POVO ARRETADO”.

A emoção já começou na fila: nos dois dias, o carro de Paul passou ao meu lado, e pude vê-lo acenando com o vidro aberto e muita simpatia com todo mundo. Cabra arretado.

Os dois concertos foram fantásticos, mas, falando por mim, o do domingo foi mais especial. Talvez por que eu não me preocupei em ficar perto como no sábado, mas em curtir o show mais histórico – digo sem medo de errar – da minha vida. No segundo dia, fiquei um pouquinho mais distante, mas em compensação, me diverti HORRORES. Pulei muito, dancei, cantei, sorri e chorei, me deixando levar pela emoção e energia indescritíveis daquele lugar. Sério: acho que pensaram que eu estava movida a dorgas pesadas, mas garanto que foi tudo culpa de dois redbulls (já que depois do show do sábado só dormi 3 horas) e muita água mineral para não desidratar. E claro: uma vontade monstra de viver aquele momento.

Falando em água… Paul toca, dança, canta e brinca durante três horas e só dá o primeiro gole de água mineral Fiji após mais de duas horas. E isso nos bastidores, em uma pausa de três a cinco eternos minutos. Na volta, os integrantes voltaram inteiraços, agitando as bandeiras do Brasil, da Inglaterra e de Pernambuco, para o delírio da multidão. Um verdadeiro espetáculo, um artista que respeita seu público, se importa com ele e dá tudo de si para que aquele momento seja inesquecível.

Como canta na música “Golden Slumbers“, que fechou os dois shows, Paul é um garotão (de setenta e um anos) que vai carregar para sempre o “peso” de ser um ex-Beatle. A responsabilidade é grande. Mexe com a emoção de várias gerações e com a história da música. Macca assume essa responsa com muito vigor e dá o melhor de si no palco. Como me disse Renato Félix, Paul “não é uma sombra do que já foi, como Bob Dylan e Amy Winehouse no show em Recife”. É exatamente o que escrevi no segundo parágrafo: Paul deve ser amado e respeitado não somente pelo que foi com o Fab Four de Liverpool, mas pelo que é hoje. E, se Deus quiser, pelo que ainda será durante pelo menos 10 anos…

Paul, volte! Me dê de novo a chance de vê-lo, sentir sua energia e paixão pelo que faz. Proporcione a nós, brasileiros, mais noites como essas. Que Deus te dê mais saúde e disposição para continuar nos encantando e inspirando outros músicos. Sir McCartney, o senhor é um gênio.

Curtas:

¹ Não é novidade que sou fã do U2, mas Paul McCartney encontra-se em outro patamar. Depois dos shows, só reafirmo essa opinião.

² É muito bonito o jeito carinhoso com que Paul se refere aos Beatles. Em especial, ao George Harrison: “Vocês devem saber que George tocava ukulele muito bem!”, disse, antes de tocar (no ukulele) ‘Something‘, composta pelo ex-parceiro.

³ Na na na na na na na na na na na… hey Jude…

***

A autora:
Fernanda Paiva estuda Publicidade, trabalha com Mídias Sociais, escreve nesse blog e ainda não está acreditando que esteve a poucos metros de Paul McCartney e ouviu “Obladi Oblada”, “Hey Jude”, “Yesterday” e “Yellow Submarine” da boca de um ex-Beatle.

Continue Reading

Cícero e suas ‘Canções de Apartamento’

Originalmente publicado no site da Cabo Branco FM

Quando uma pessoa é imatura, nós dizemos que ela foi “criada em apartamento”. Talvez por que, no imaginário popular, o ambiente não permita novas descobertas e limite a independência e a capacidade criativa. O jovem Cícero contraria essa lógica com “Canções de Apartamento”, seu álbum de estreia em carreira solo.

O carioca de 25 anos busca referências na Bossa Nova e em bandas da atualidade que gosta, como Pixeis e Radiohead; mas foi na solidão de seu apartamento que o cantor encontrou inspiração para as 10 doces músicas que fazem parte de sua tracklist.

Cícero
Formado em Direito e recém-chegado de Nova Iorque, Cícero foi morar sozinho e teve que lidar com momentos introspectivos e conversas consigo mesmo. Essa experiência, somada à sua habilidade com vários instrumentos – no disco, ele é responsável por violão, baixo, guitarra, pandeiro, tamborim, voz e piano – resultou no belo registro de músicas melancólicas e arranjos encantadores.

“Tempo de Pipa”, canção preferida de Cícero e a escolhida para abrir o álbum, tem uma letra otimista levada por uma marchinha carnavalesca e ganhou o primeiro videoclipe do álbum. A segunda faixa, “Vagalumes Cegos“, já faz parte da programação da Cabo Branco FM.


Cícero disponibiliza “Canções de Apartamento” para download gratuito em seu site. Não é para menos: a mola propulsora para o sucesso do rapaz veio da Internet, que o acolheu e divulgou espontaneamente seu trabalho.

 

Continue Reading

Chris Martin, do Coldplay, falando do U2

Well, well, well amiguinhos. Estou há muito tempo sem escrever por aqui, e to morrendo de saudade. Prometo que vou postar mais frequentemente, okay? Okay.

Quero falar hoje do lançamento da revista ‘Os 100 maiores artistas de todos os tempos‘, um produto da Rolling Stone, que adora essas listinhas e tal.  Lá são listados os artistas e bandas que mais influenciaram ou foram/são relevantes na história da música. E daí?

Daí que meu amado U2 está lindo e bombando na 22º posição! \o/ Todos comemoram!

O bacana da revista é que outros artistas importantes escrevem sobre essas 100 bandas, contando sua história com as músicas, como conheceu o grupo, o que mais gosta, etc. E FERNANDA PIRA quando descobriu que Chris Martin, vocalista do Coldplay (outra banda que adoro) foi o escolhido para falar do U2. Não é massa? Sim ou sim?

Sem mais delongas, olhaê o que Chris tem para falar do U2:


“U2 por Chris Martin – Não compro passagens para passar o final de semana na Irlanda em frente à casa deles, mas o U2 é a única banda cujo repertório inteiro conheço de cor. A primeira faixa de The Unforgettable Fire, A Sort of Homecoming, sei de trás para frente – é tão empolgante, brilhante e linda. É uma das primeiras músicas que toquei para o bebê antes de ele nascer. O primeiro álbum do U2 que ouvi foi Achtung Baby. Era 1991, e eu tinha então 14 anos de idade. Daquele ponto em diante, comecei o caminho inverso – a cada seis meses, eu comprava um disco do U2. O som dos quais eles foram pioneiros – o baixo e a bateria conduzindo por baixo daquelas trilhas de guitarra etéreas e cheias de efeito flutuando por cima do resto – era diferente de tudo que eu já havia ouvido. Pode ser que eles sejam a única banda boa especializada em hinos em todos os tempos. O que mais adoro no U2 é que a banda é mais importante do que qualquer uma de suas músicas ou álbuns. Adoro o fato de que eles ainda são grandes companheiros e que cada um deles desempenha um papel integral na vida do outro enquanto amigos. Adoro o modo como eles são insubstituíveis. O U2 – como o Coldplay – mantém que todas as músicas que aparecem em seus álbuns sejam creditadas para a banda. E eles são a única banda com mais de 30 anos de existência sem mudanças de membros ou grandes separações. É incrível que a maior banda do mundo tenha tanta integridade e paixão em sua música. Nossa sociedade está totalmente ferrada, a fama é uma perda de tempo ridícula e a cultura da celebridade é nojenta. Há poucas pessoas por aí valentes o suficiente para se manifestar contra isso, que usam a fama de um modo bom. E a cada vez que tento, sinto-me como um idiota, porque vejo Bono conseguindo realizar coisas. Enquanto todo mundo estava xingando George Bush, Bono foi o cara que bateu nas costas de Bush e conseguiu bilhões de dólares para a África. As pessoas podem ser tão cínicas – elas não gostam de quem faz o bem – mas a atitude de Bono é: ‘Não me importo com o que acham, vou falar.’ Ele conseguiu tanto com o Greenpeace, em Sarajevo, no show, exigindo o fechamento da usina nuclear de Sellafield, e continua topando o desafio. Quando chegou a hora de o Coldplay pensar sobre o comércio justo, seguimos seu exemplo de falar a respeito independentemente do que os outros pudessem pensar. Foi isso o que aprendemos com o U2: você tem que ser corajoso o suficiente para ser você mesmo.”

Show, né?

Na mesma revista, Bono falou sobre Elvis Presley, que ficou em 3º lugar. E The Edge opinou sobre The Clash, que ocupa o 28º lugar.  Todos compramos a revista, hein?

Rolling Stone – Os 100 Maiores Artistas de Todos os Tempos
Spring Publicações Ltda.
124 páginas
R$ 19,90
Formato: 20,5 cm X 27,5 cm

Continue Reading

Móveis em João Pessoa

(E o título não é busca no Google de lojas de decoração na cidade. Mas se você chegou aqui através disso, aproveite para ler)

Eta nóis.

Mais um show de Móveis Coloniais de Acaju na terrinha.  Há quem seja louco por eles, há quem deteste e ache uma porcaria. Eu sou daquelas que estava apenas esperando por mais um show não só de música, mas de performance e animação.

Não é para menos… esses caras não ficam no palco, eles o dominam. Exploram cada região com pulos, coreografias e um estilo que não te faz desgrudar os olhos de cada movimento.

Eu não estava nem ligando para o que iam dizer e corri para a frente do palco. Sim, amigos, fiquei grudada no palco de pouco mais de 60 centímetros.  No ano passado também fiquei na frente do palco, mas era alto demais e acabei a noite com uma tremenda dor de pescoço. Neste ano acompanhei tudo e foi lindo.

Se você não faz a menor ideia de quem to falando, Móveis é uma banda independente de ****** (me recuso a dizer o estilo, sou leiga demais para isso. Cada um diz uma coisa, só sei que eu gosto) lá das bandas de Brasília.

Conheça a banda com essas três músicas:

1. Copacabana
2. Cão Guia
3. Aluga-se Vende-se

Feitas as apresentações, posso voltar a dizer que foi muito, muito, muito especial. Não apenas por causa do setlist BOMBÁSTICO (incluindo “O Tempo”, “Copacabana”, “Cão-Guia”, “Descomplica”, “Dois Sorrisos” e outras) mas por que nesse ano consegui conhecê-los *-*

E claro que fui tietar quem pude :}

Para completar a tietagem, ainda pedi autógrafo ao André e ao Eduardo. Sei que depois do advento e popularização da câmera digital pedir autógrafo passou a ser cafona, mas eu nem ligo.

O show marcou a abertura do Festival Mundo, evento anual de nossa cidade com atrações musicais, mostra de artes plásticas, cinema e teatro, oficinas e muitas outras coisas legais para as quais eu não tenho tempo :( Mas não pude deixar de conferir a Mobília mais animada do Brasil!

Resumindo: não deixe a ir ao próximo show de Móveis em sua cidade. :) Sérião. Satisfação garantida ou seus 10, 15 reais de volta.

E para fechar, a música deles com Leoni, “Dois Sorrisos”. Porque essa música é tudo que importa hoje. De verdade.

Fortes e emocionados abraços.

Me siga no Twitter. Siga a Mobília.
Acesse o site.
E tchau.

Continue Reading