Fê na Campus Recife

Fala, galera! Então, como vocês sabem (sabem?) eu estive na Campus Party Recife, a primeira (de muitas AEEEHOOO) no Nordeste, ou seja: EPIC por natureza. E eu tive a grande honra de ser voluntária do blog oficial da Campus. Tive a tarefa “difícil” e “chata” de assistir várias palestras legais com gente mais legal ainda com o objetivo de escrever textos ainda mais legais (espero que tenham ficado, na verdade). Ou seja: foram 5 dias de campuseira, blogueira e interneteira.

Uma parte dos voluntários da PRIMEIRA #CPRECIFE!

Fiz coisas inacreditáveis aqui, coisas sinistras, coisas que nunca imaginei fazer na vida: baixei séries de TV e todos os filmes de Harry Potter em minutos. #WIN! Outra coisa maneira mas pecaminosa ao extremo: bebi mais Coca-cola do que água. (Mainha, que a senhora não esteja me lendo neste momento)

E manos, eu ACAMPEI! Tudo bem que eu tinha um banheiro decente e o acampamento era um auditório chiquê com ar-condicionado. Mas era uma barraca, cara! Uma barraca de verdade, com colchão inflável e tudo. Já posso dizer que sou da zueira. Quer dizer…

Bom, o evento está mesmo de parabéns pela programação daoríssima, pela segurança (a cada saída e entrada eu era revistada MESMO SENDO voluntária, e sempre conferiam o número do meu PC com o número do meu crachá), pela estrutura fantástica e por tantas coisas. Já estou na vontade de ir à próxima edição, que acontece em fevereiro, na linda & amada São Paulo.

É isso, né? Não tem mais o que falar. A Campus é um evento que você precisa viver, estar, participar, passar todas essas horas na Internet cercada por gênios e nerds que certamente terão algo a ensinar. Eu particularmente conheci TANTA GENTE INCRÍVEL e tive a super chance de CONVERSAR COM TANTA GENTE INTERESSANTE que to saindo daqui com uma vontade MONSTRA de crescer, aprender e construir conhecimento que seja útil não só para mim, mas pro mundo.

Costumo dizer que esses eventos (acadêmicos, reuniões, encontros, festivais, simpósios) servem para você fazer amigos/colegas/networking e bater papo com gente que se interessa pela mesma coisa que você. As palestras são daora (algumas delas de inspiraram e motivaram de uma forma incredible), mas sempre o mais importante são as relações humanas (Freud explica).

Eu, particularmente, percebi isso mais fortemente no youPIX (julho, 2012, SP).  Aqui rola muito isso de cada um no seu computador, o youPIX é mais a galera se juntando pra falar de internet, com no máximo um acesso mobile para dar um checkin ou publicar uma foto no instagram. Como me disse Bia Granja (curadora do youPIX e manjadora das coisas), os dois eventos se complementam, não concorrem. Cada um é maravilhoso como é, e cada um tem um foco diferente.

Para quem ficou curioso, abaixo estão os links dos meus textos no blog da Campus. Alguns faziam parte da pauta obrigatória do dia, outros foram atividades que cobri por que deu vontade mesmo =)

—> Mobilizações nas redes sociais

—> O Primeiro Entre os Primeiros

—> O Modding chega com tudo também no Recife

—> Transmedia: uma história em várias plataformas

—> Construindo Cidades Inteligentes

—> Afrofuturo: culturas e tecnologia

—> Podcasts: como fazer?

Na verdade eu e a equipe escrevemos mais textos além dos que foram publicados. Mas tipo, é que era tanta coisa bacana que acabamos selecionando os melhores textos das atividades mais pauleiras que estavam rolando para levar pro blog SÓ COISA FINA da Campus Party. DAORA O BLOG. Bom, agora deixo uma galeriazinha de algumas fotos que fiz durante os dias por aqui (é, ainda to aqui na arena de nerds e internet monstra):

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Paul McCartney, um cabra da peste arretado!

Nesta segunda-feira acordei um pouco mais tarde que o de costume e muito grata a Deus pelo fim de semana. Porque hoje, aos 22 anos, posso dizer que vi dois shows de Paul McCartney, o cara – vivo – mais espetacular da música. Sem exagero nem mimimi.

Contrariando a rota comum às turnês internacionais no Brasil, Paul dessa vez não passou por São Paulo ou Rio de Janeiro. Foi o “povo arretado” de Recife e a galera de Floripa o público escolhido para receber o cara que não é somente ex-Beatle, é Paul McCartney. Um artista completo: em suas três horas de show, o cara toca baixo, guitarra, ukulele, violão, piano… e é espetacular em tudo que faz. Sem falar no carisma, na zoação com a plateia e no esforço admirável de falar o máximo de português possível. Não podia faltar, nessa passagem no Nordeste, uma brincadeira com nossas expressões: “oxente”, “cabras da peste” e o que mais conquistou o público: “POVO ARRETADO”.

A emoção já começou na fila: nos dois dias, o carro de Paul passou ao meu lado, e pude vê-lo acenando com o vidro aberto e muita simpatia com todo mundo. Cabra arretado.

Os dois concertos foram fantásticos, mas, falando por mim, o do domingo foi mais especial. Talvez por que eu não me preocupei em ficar perto como no sábado, mas em curtir o show mais histórico – digo sem medo de errar – da minha vida. No segundo dia, fiquei um pouquinho mais distante, mas em compensação, me diverti HORRORES. Pulei muito, dancei, cantei, sorri e chorei, me deixando levar pela emoção e energia indescritíveis daquele lugar. Sério: acho que pensaram que eu estava movida a dorgas pesadas, mas garanto que foi tudo culpa de dois redbulls (já que depois do show do sábado só dormi 3 horas) e muita água mineral para não desidratar. E claro: uma vontade monstra de viver aquele momento.

Falando em água… Paul toca, dança, canta e brinca durante três horas e só dá o primeiro gole de água mineral Fiji após mais de duas horas. E isso nos bastidores, em uma pausa de três a cinco eternos minutos. Na volta, os integrantes voltaram inteiraços, agitando as bandeiras do Brasil, da Inglaterra e de Pernambuco, para o delírio da multidão. Um verdadeiro espetáculo, um artista que respeita seu público, se importa com ele e dá tudo de si para que aquele momento seja inesquecível.

Como canta na música “Golden Slumbers“, que fechou os dois shows, Paul é um garotão (de setenta e um anos) que vai carregar para sempre o “peso” de ser um ex-Beatle. A responsabilidade é grande. Mexe com a emoção de várias gerações e com a história da música. Macca assume essa responsa com muito vigor e dá o melhor de si no palco. Como me disse Renato Félix, Paul “não é uma sombra do que já foi, como Bob Dylan e Amy Winehouse no show em Recife”. É exatamente o que escrevi no segundo parágrafo: Paul deve ser amado e respeitado não somente pelo que foi com o Fab Four de Liverpool, mas pelo que é hoje. E, se Deus quiser, pelo que ainda será durante pelo menos 10 anos…

Paul, volte! Me dê de novo a chance de vê-lo, sentir sua energia e paixão pelo que faz. Proporcione a nós, brasileiros, mais noites como essas. Que Deus te dê mais saúde e disposição para continuar nos encantando e inspirando outros músicos. Sir McCartney, o senhor é um gênio.

Curtas:

¹ Não é novidade que sou fã do U2, mas Paul McCartney encontra-se em outro patamar. Depois dos shows, só reafirmo essa opinião.

² É muito bonito o jeito carinhoso com que Paul se refere aos Beatles. Em especial, ao George Harrison: “Vocês devem saber que George tocava ukulele muito bem!”, disse, antes de tocar (no ukulele) ‘Something‘, composta pelo ex-parceiro.

³ Na na na na na na na na na na na… hey Jude…

***

A autora:
Fernanda Paiva estuda Publicidade, trabalha com Mídias Sociais, escreve nesse blog e ainda não está acreditando que esteve a poucos metros de Paul McCartney e ouviu “Obladi Oblada”, “Hey Jude”, “Yesterday” e “Yellow Submarine” da boca de um ex-Beatle.

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Móveis em João Pessoa

(E o título não é busca no Google de lojas de decoração na cidade. Mas se você chegou aqui através disso, aproveite para ler)

Eta nóis.

Mais um show de Móveis Coloniais de Acaju na terrinha.  Há quem seja louco por eles, há quem deteste e ache uma porcaria. Eu sou daquelas que estava apenas esperando por mais um show não só de música, mas de performance e animação.

Não é para menos… esses caras não ficam no palco, eles o dominam. Exploram cada região com pulos, coreografias e um estilo que não te faz desgrudar os olhos de cada movimento.

Eu não estava nem ligando para o que iam dizer e corri para a frente do palco. Sim, amigos, fiquei grudada no palco de pouco mais de 60 centímetros.  No ano passado também fiquei na frente do palco, mas era alto demais e acabei a noite com uma tremenda dor de pescoço. Neste ano acompanhei tudo e foi lindo.

Se você não faz a menor ideia de quem to falando, Móveis é uma banda independente de ****** (me recuso a dizer o estilo, sou leiga demais para isso. Cada um diz uma coisa, só sei que eu gosto) lá das bandas de Brasília.

Conheça a banda com essas três músicas:

1. Copacabana
2. Cão Guia
3. Aluga-se Vende-se

Feitas as apresentações, posso voltar a dizer que foi muito, muito, muito especial. Não apenas por causa do setlist BOMBÁSTICO (incluindo “O Tempo”, “Copacabana”, “Cão-Guia”, “Descomplica”, “Dois Sorrisos” e outras) mas por que nesse ano consegui conhecê-los *-*

E claro que fui tietar quem pude :}

Para completar a tietagem, ainda pedi autógrafo ao André e ao Eduardo. Sei que depois do advento e popularização da câmera digital pedir autógrafo passou a ser cafona, mas eu nem ligo.

O show marcou a abertura do Festival Mundo, evento anual de nossa cidade com atrações musicais, mostra de artes plásticas, cinema e teatro, oficinas e muitas outras coisas legais para as quais eu não tenho tempo :( Mas não pude deixar de conferir a Mobília mais animada do Brasil!

Resumindo: não deixe a ir ao próximo show de Móveis em sua cidade. :) Sérião. Satisfação garantida ou seus 10, 15 reais de volta.

E para fechar, a música deles com Leoni, “Dois Sorrisos”. Porque essa música é tudo que importa hoje. De verdade.

Fortes e emocionados abraços.

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E tchau.

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