A Culpa é das Estrelas – 2014

Fui assistir “A Culpa é das Estrelas” sem grandes expectativas, esperando apenas mais um filme da modinha sick-lit bobinho para adolescentes – aquele roteiro com um protagonista doente e alguma história manjada de superação que acontece enquanto se desenrola alguma improvável situação de amor. Estava certa e errada.

O filme traz sim personagens acometidos pelo traiçoeiro câncer e enlaçados por um romance quase shakespeariano. Só que, se em “Romeu e Julieta” os Montéquio e os Capuleto eram o empecilho à felicidade do casal, no filme adaptado do sucesso literário de John Green os adolescentes apaixonados lutam para não serem separados por aquilo que os uniu.

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Bom… se “A Culpa é das Estrelas” faz sorrir ou faz chorar, o coração é quem sabe. Embora o texto e a sintonia inquestionável entre os protagonistas tenham sido orquestrados com o objetivo de fazer o público soluçar e chorar copiosamente, há os momentos impagáveis de alívio cômico. Josh Boone usa bem este recurso: nem deixa cair a peteca do clima de comoção e nem permite que o drama se torne algo depressivo como foi “Uma Prova de Amor” (2009), cujo enredo aborda também as dificuldades do câncer.

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No fim das contas, embora um tanto previsível em seu desfecho, o longa surpreende por não ser só mais um drama infantojuvenil com rostinhos bonitos e trilha sonora simpática. Encanta por não ser um filme sobre pessoas com câncer, mas sobre essa linha senóide que passeia entra pessimismo e resiliência que é nossa relação pessoal com o sofrimento. Emociona ao ensinar que seu infinito continua sendo infinito mesmo se for menor que outros. Okay? Okay.

E, em uma escala de zero a cinco rostinhos fofos do Gus, a nota para o filme é:

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OBS 1: Vocês também acham que esses dois lindos ficam mais lindos juntos? <3

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OBS 2: Eu terminei de ver o filme assim:

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1 Comment

  1. Fê, eu também estava com essa ideia preconcebida em relação ao filme (considerando o público pagante do dia em que fui…), mas, da mesma forma que você, me surpreendi. Quase chorei (para não borrar a maquiagem), mas foi emocionante-trágico-lindo-engraçado. ;) Enfim, eu gostei!

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