15 coisas sobre Salvador que os blogs não dizem

No voo de volta para João Pessoa, que dura apenas 1h15, escrevi 15 fatos sobre aspectos diversos de Salvador (Bahia) após passar 3 dias na cidade. Muitas dessas coisas eu gostaria de ter lido antes em blogs e sites que falam sobre viagens – mas tive que descobrir com nativos, taxistas bróders e pela própria experiência no lugar. Confira:

1) Pombos.
Salvador é o recanto dessas criaturas que resultaram do cruzamento de galinhas e urubus com alguma mutação gênica alienígena que as fizeram ter olhos vermelhos. SOCORRO, porque eu tenho PA-VOR dessas aves cretinas.

pombo-bravo

2) Periguete.
Indo na contramão de todo o País, na capital baiana periguete quer dizer “cerveja pequena”. Então ao ler as placas no Pelourinho, não estranhe!

3) Mercado Modelo.
Na boa: não tem nada de mais. É um lugar onde vende artesanato e todas aquelas coisas parecidas que se diferenciam pelo nome da cidade que foi bordado. E tem muitos pombos, broder. Claro, pode ser uma boa passar por lá SE você curte artesanato e SE foi visitar o Pelourinho… porque aí fica bem pertinho e rola dar uma passada.

4) Homem bizarro vestido de lixo.
É fácil encontrar no Pelourinho uma figura excêntrica que se veste de uma “armadura” feita de materiais diversos (mais conhecido como lixo) e assim vive há 38 anos. Não há registros de quem tenha visto o rosto do cidadão. Quando estive lá estava rolando uma matéria da Band sobre o rapaz e eu e meus amigos foram entrevistados, haha:

unnamed

5) Fitinhas do Bonfim “de graça”.
Vendedores tentam empurrar “de graça” fitinhas do Bonfim (as coloridinhas) em você. Alguns dizem que servem para identificar quem é turista (daí imagine todo o resto). Outros dizem que é pretexto para empurrar os produtos e vender na marra. Bom, seja para não comprar por impulso ou evitar ser seqüestrado por vendedores de rins congelados, não aceite.

fita senhor do bonfim

6) Bares não tocam só axé.
Achei que toda a galera de lá vivia em uma eterna micareta, mas não é assim. Tem forró, música eletrônica e todo o resto na night baiana.

7) Daniela Mercury.
Muitos baianos ODEIAM a cantora. Motivos: a acham arrogante e prepotente. Por outro lado, são fãs de Carlinhos Brown pelo trabalho artístico e pela ajuda comunitária que presta à cidade.

8) Praia do Flamengo.
Todos os blogs por aí recomendam a Praia do Flamengo. Digo a vocês: fica longe para caramba e não é nem de longe uma praia sensacional. Vá se tiver com muito tempo sobrando.

9) Pôr do sol na Praia da Barra.
É um passeio que vale muito a pena. Chegue umas 16h, dê voltinha na praia, tome um banho de mar revigorante vendo o sol se pôr, faça um lanche nas lanchonetes próximas, e veja muita gente e muito turista passeando por lá. Ambiente massa mesmo! Ó que foto linda consegui tirar:

1551590_582571551851572_1880643383676952475_n

10) Perigoso? Nem tanto.
Me alertaram muito sobre o perigo da cidade (lá tem muitas favelas, aproximadamente uma para cada bairro), mas não tive problemas. Tirava foto dos lugares com câmeras e celular e foi tranquilo. Vi muita polícia na cidade e graças a Deus tudo correu bem. Claro que, como em todo lugar, não pode dar vacilo…

11) Vento.
Não sei por que raios geográficos o vento é muito forte em Salvador – de dia e de noite. Isso faz com que as ondas sejam bem agitadas e o mar bem forte em muitas praias. As fotos saem assim, bem L’Oreal Paris! hahaha. Mulheres
(porque sentimos mais frio), é legal levar casacos levinhos :)

foto(18)


12) Transporte público.

Achei muito fácil e tranquilo andar de busão em Salvador. As linhas param nos locais turísticos (ou bem próximos a eles). Sem falar que andando de ônibus você conhece locais “menos turísticos” da cidade e acaba fazendo boas descobertas. E também você adquire uma certa noção de localização e espaço (talvez por precisar estar mais atento do que se estivesse dentro de um táxi). Mas fique atento: às vezes compensa mais pegar um táxi, que nem é tão caro por lá.

13) Rio Vermelho alternativo.
Só tive a chance de conhecer a noite do bairro Rio Vermelho e lá tem muita opção de bar e balada com uma vibe bem alternativa. Soube de opções diferentes e com outro perfil (talvez mais elitizado) na Praia da Barra e por trás do Barra Shopping, mas não fui conhecer). No Rio Vermelho tem o acarajé mais famoso da cidade, o Acarajé da Dinha. Um taxista legal nos contou (só depois, aff) que este só tem preço alto e fama, mas não é o mais gostoso da Bahia nem de longe. Preço: R$ 7,50 (com camarão e no prato)

10386269_581993855242675_494355636715050309_n

14) Corredores de rua.
Muita gente corre e corre na rua, no meio dos carros, etc. Como corredora, senti falta de mais espaço bom na orla para correr como temos em João Pessoa e como vi em outras cidades do nordeste (Maceió e Natal, por exemplo).

15) Elevador Lacerda
Ouvia falar tanto desse danado e olha: foi uma decepção. É um elevador normal (tipo o do seu prédio, sem vista panorâmica nem nada) e a famosa subida dura 30 segundos. Ele é literalmente um meio de transporte do Pelourinho pro Mercado Modelo e vice versa. Mas não se reprima: o ingresso custa o valor simbólico de 15 cents. Então vá, mas não espere uma atração turística, não.

Você também pode gostar de ler isso aqui

1 Comment

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>