E essa moda dos chinelos de tira?

Meninos, peço licença pra um post de menina. Aliás, fiquem até o final e me deem vosso parecer sobre essa nova moda que veio direto dos anos 90 pro closet de todas as fashionistas e ~digital influencers~: o chinelo de tira.

Tudo começou quando a Katy Perry usou um rosão da Adidas no LA Awards. Quais as chances de isso de virar tendência? Acertou: todas!

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Não demorou pra todo mundo começar a usar essa RIDER MODERNA. Eu confesso que acho massa e, dependendo da combinação, super gosto.

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Promoção tava boa né mores

Eu não me vejo com esses mais esportivos, mas fui à procura de o que está se vendendo por aí em João Pessoa. Em todas as lojas que fui, as vendedoras formam um só coro: “tá saindo muito esse modelinho”. Resumindo, vou passar o bizu do que encontrei com preços e nomes. Esse post NÃO É PUBLICITÁRIO, eu quero realmente trazer esse serviço de utilidade pública. Então vamo logo – e começando pelos mais baratos porque né <3

Na Renner não achei nada mais parecido com esse calçado do que o que mostro abaixo. Ele tem a tira atrás, que meio que ~descaracteriza~ a coisa do chinelo. Conforto mais ou menos e preço foi um dos mais baratos (pelo menos nas que fui): R$109. Aqui:

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Compra e manda arrancar essa tira kkkkkk

Na Realce Surf tinha nessas duas cores, laranja e rosa. Muito confortável e o preço tava bom também: R$106. Ele é todo em borracha e foi o que meu namorado mais gostou. A propósito, fica o agradecimento ao mozão pela paciência de rodar comigo na pesquisa, kkkkkk

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“Tá do rock esse” (NAMORADO, meu; 2016)

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Na Vila Lara encontrei três cores do mesmo modelinho, que achei muito bonito! Chora no preço: R$89,90. Ele é confortável demais e feito de couro sintético. Difícil é dizer qual tá mais lindo:

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Agora que animei vocês, bora nos mais carinhos? Bora! Nessas três últimas lojas fotografei dois modelos em cada uma, um mais em conta e outro pra quem não tá na crise ainda.

Primeiro, fui na Melissa. Lá os dois também fogem à tendência do calcanhar liberado, mas valia o registro. Nossa adolescência tá no cheiro daquela loja, né não? Você quer comprar só pelo amor! Melissa cês sabem: aquele emborrachado confortável que amamos. Tinha esse, de R$160:

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E esse, de R$130, que não tem muito a ver com a proposta mas fica o registro da variação:

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Depois fui na Outer (acho a loja massa) e achei esses dois. O lema da loja é o conforto, néan? Então nem preciso dizer que você fica com vontade de sair andando com os calçados de lá até para sempre. Tinha esse, de R$139, que fica mais bonito no pé do que na vitrine:

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E tem esse verde escuro que achei uma graça, mesmo tendo a tira atrás. Singelos R$189 <3

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Por fim, e com o Shopping quase fechando, fui na Schutz. Lá encontrei dois que gostei muito mesmo e vestiram super bem no pé (uma marca é uma marca). Esse preto por R$140:

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E por fim, esse que tirei foto com uma cor em cada pé pra economizar tempo kkkkkkkkk Lindo demais, com a parte de cima toda em camurça. R$220 reaiszinhos.

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Feito! De qual vocês mais gostaram? O que acham dessa moda? Conta pra mim lá no meu Instagram @fernandices

Ah, e qual eu  comprei? Nenhum ainda! Fim do mês é barra né mores. Mas sem dúvida vai ser a primeira aquisição do próximo salário! kkkkkkkkk

Beijos

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“WALLS”, de King of Leon, entra no TOP 5 de 2016

Saiu o disco novo do Kings of Leon, “WALLS”. Só pra adiantar o tempo de quem não quer ler esse post, É MUITO BOM E VALE A PENA VOCÊ FECHAR ESTE BLOG E CORRER PRA OUVIR! Certo? KkkkkkkkkMas agora te convido a vir comigo e passear por cada música do álbum :) Vem que vou te contar o que mais gostei em cada uma.

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‘Waste a moment’ foi liberada semanas antes e passei dias ouvindo mil vezes seguidas. Foi a melhor escolha pra ‘vender’ o disco. Tem um astral incrível, um refrão Super Bonder (chiclete é pouco) pra levantar o povo na turnê e uma bateria que eu queria MUITO saber fazer igual;

‘Reverend’ tem uma guitarra linda demais e um refrão incrível;

‘Around the World’ dá vontade de sair dançando. Sem mais;

‘Find me’ tem uma combinação de arranjo massa com letra boa e, de quebra, um baixo marcando presença (coisa que amo demais);

‘Over’ entra na cota das tristes-e-lindas e já quero versões dela acústicas;

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‘Muchacho’ tem uma história bonita de amizade escapando por cada linha, palavra, acorde e assobio. Posso visualizar uma dupla de amigos vaqueiros texanos enquanto a escuto. Linda!;

‘Conversation Piece’ mantém a vibe relax do disco com uma música sobre a Califórnia. Gosto de outras músicas com esse tema (de U2, Red Hot e outras) e faltava o Kings of Leon fazer também;

‘Eyes on you’ é uma música bem legal que sobe o astral do disco de novo, mas que não me arrebatou como as demais. Calma! Nenhum problema com a música, é que ninguém mandou o disco ser muito bom!;

‘Wild’ tem uma pegada interesse e já vai deixando saudade do disco, que infelizmente acaba na última e ÓTIMA…;

WALLS’, QUE É LINDA! Que letra, que verdade, que sentimento. Precisamos de uma cena final de filme com essa música U R G E N T E! <3

Obrigada, Kings of Leon! Discaço e, de longe, um dos 5 melhores do ano!

>> Me siga no Instagram: @fernandices

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Sobre não pagar 10%

Quem me conhece sabe minha opinião sobre pagar 10%: eu simplesmente não pago. E não estou sendo “amarrada”.

Acho um absurdo ter que pagar o salário do garçom sendo lanche algo já tão caro. E com isso sou teimosa pra caramba: desde já estou discordando de quaisquer argumentos a favor dessa taxa “simbólica”. O PROCON já proibiu a cobrança obrigatória, todo mundo sabe que isso é extorsão.

Mas enfim…

Fui comer um temaki num lugar que, por sorte deles, eu nem sei o nome. Fiz meu pedido no balcão e paguei no balcão, só faltou eu entrar e preparar o peixe cru. Ainda assim, notei que a conta veio com 6 reais a mais.

– Moça, não está errado?
– Não, são os 10%.
– Eu não pago taxa de serviço. Nada pessoal, só algo meu mesmo…
– Ah, ok…

Nessa hora o garçom vem com a delicadeza de um hadouken:

– Ninguém aqui tinha bola de cristal pra saber disso!

O coice me deixou tão desnorteada que só pensei em mil respostas à altura quando saí do lugar.

Parêntese. Por isso às vezes venho aqui elogiar bom atendimento. É que nessa cidade até um atendimento mediano é coisa rara. Fecha parêntese.

Outro dia, em certo estabelecimento, o garçom choramingou que os 10% eram o salário dele, do cozinheiro, do porteiro, etc. Só que se eu tivesse dinheiro pra pagar salário dos outros, eu já teria uma empresa faz tempo.

E em outra ocasião, o garçom disse que eu só poderia pagar sem a taxa se fosse direto com o gerente. Não me intimidei.

O gerente fez cara feia pro garçom e veio me perguntar se eu havia sido destratada. “Que nada, senhor, foi tudo uma maravilha, o Edgar está de parabéns”. É que eu não pago 10%.

Tenho dito: eu só pago 10% no dia em que o PROCON garantir isso também pra vendedor de sapato e roupa. Estes sim, que depois arrumam a bagunça enorme que eu fiz na loja pra, no final, levar só uma meia.

Não vou gastar quase mil reais por ano pagando pra levarem minha comida do balcão até a mesa. Em contrapartida, acho a profissão de garçom muito valorosa. O garçom é o estabelecimento conversando com o cliente, e isso é muito importante. Garçons merecem um bom salário – só que não saindo do meu bolso.

E nem precisa de bola de cristal pro óbvio.

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Buarque-se café: poesia em todo canto

Hey, amigos! Tava com saudade de postar no blog e saudade de falar de lugarzinhos <3

Moro em João Pessoa e às vezes pinta por aqui uma novidade legal com uma proposta diferente, e o Buarque-se Café é uma delas. Fui lá com uma amiga pra um café de fim de tarde e fiquei surpresa. Já esperava algo único, mas ainda assim a experiência foi diferente do que imaginei… Vou contando e mostrando as fotos no meio do post!

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Para começar, o café fica numa casa em Intermares (Cabedelo, grande João Pessoa). Lugarzinho escondido, longe do burburinho do bairro (concentrado na orla). Na verdade, o Buarque-se é uma grande casa – sim ,você tem que apertar a campainha para entrar, e isso já torna o clima mais pessoal.

 

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> Curtindo as fotos? Segue meu instagram: @fernandices

O pessoal que atendeu foi prestativo do começo ao fim, da explicação do menu até oferecer para tirar fotos minhas. O cardápio é variado e deu vontade de voltar mil vezes pra provar tudo. Eles tem uma carta de chás maravilhosa que foi a grande deixa pro meu retorno <3

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Cada cômodo da casa é um cantinho de arte. Em todo canto no Buarque-se tem livros, exposições e todas as peças e quadros lá estão à venda. Essa foto aí de cima é da salinha de artesanato. Soube que estão organizando uma biblioteca, com direito a empréstimo de livros e tudo. Fui andando por entre os corredores sozinha, tentando registrar tudo enquanto ouvia – adivinha! – Chico cantando que “todo dia ela faz tudo sempre igual”. Uma experiência!

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A comida veio com apresentação muito boa e adorei o meu pedido: quiche de queijo do reino e torta de beijinho com leite ninho. Foi, me permiti! Não tinha como! :D

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Sem mais conversa, fiquem com o restinho das fotos do Buarque-se Café, uma dica não patrocinada de uma experiência verdadeiramente legal. Soube que toda sexta tem algum evento cultural lá: sarau de poesia, lançamento de livro, música ao vivo e essas coisas que a gente ama. Volto muito em breve!

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10 coisas que aprendi não comendo industrializados

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Nesta semana eu resolvi não comer nada industrializado ou processado.

Me propus esse desafio de 5 dias para ver como meu corpo reagiria, para entender esse lifestyle e, sobretudo, a descobrir opções saudáveis. Digamos que segui 90% à risca: acabei consumindo produtos como geleia orgânica 100% fruta e óleo de coco, mas era bem raro. Não pretendo levar essa “dieta” para sempre, mas realmente percebi que é sim possível fazer trocas simples. Nesse período curtinho, pude perceber algumas coisas.

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1. Esse estilo de vida demanda tempo. A menos que você queira comer só coma fruta e ovo o dia todo (ok, exagerando), vai ter que gastar tempo na cozinha.

2. Você precisa comer BEM antes de sair de casa. Não é garantido encontrar opções naturais de verdade quando você sai com seus amigos. Quando encontra, pode ser que custe seus rins…

3. Faz bem para a TPM. Coincidentemente, foi a semana da TPM. Percebi um humor melhor do que o habitual e um corpo menos inchado (mas ainda inchado!) do que normalmente fica nesse período.

4. Você seca. Líquido, pelo menos. Como tudo que é industrializado tem muito sódio, essa redução faz com que você reduza a retenção e, assim, fica com uma aparência mais seca.

5. É difícil para caramba viver assim. Talvez pela falta de costume, achei bem difícil me virar nos lanches. Mais difícil que isso é encontrar o que comer na rua, coisa que faço demais… Como viver, por exemplo, sem um açaí cheio de frutas e mel como esse que tomei no dia anterior ao início do desafio?

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6. Sua família custa a entender. Se bem que acho que minha mãe não entende nenhuma dieta que eu tentar fazer, haha.

7. Beira o impossível seguir isso 100% à risca. Bebi leite desnatado, usei óleo de coco envasado e consumi geleia natural 100% fruta, farinha de coco orgânica (fica bom demais em fruta!) umas pitadas de sal do himalaia e outras exceçõezinhas. Isso foi beeeeeeeeem pouco em relação ao volume do que foi consumido em alimentação na semana, mas me fez admirar mesmo (e ao mesmo tempo não entender bem) a galera vegana que realmente só vive do que a natureza dá.

8. Mais do que em qualquer outra dieta, você fica antissocial. Em dietas “comuns”, é possível “escapar” ou, pelo menos, é mais fácil acompanhar os amigos em programações gastronômicas e não ficar sem comer. Comida é evento e é pura sociabilidade. Nada como evoluir numa amizade dividindo uma pizza gigante, hahaha. A questão de não comer industrializado é que isso é mais que uma dieta, é um estilo de vida. Quem vive assim, normalmente NÃO ABRE exceções ou não faz “dia do lixo”, por exemplo.

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9. Com o passar dos dias você percebe seu corpo reagindo bem. As coisas dentro de você parecem funcionar bem. A disposição teve uma melhora (digo isso porque fiz o desafio em semana de TPM, que eu fico um caquinho!) e mesmo com uma mudança de clima que rolou na cidade, não fiquei resfriada. Não pelo fato de ter simplesmente tirado industrializado, mas porque as escolhas acabaram sendo saudáveis e naturais – o que, obviamente, te faz bem de várias formas.

10. Você repensa os industrializados ditos “saudáveis”. A busca por opções no supermercado me fez atentar ainda mais para rótulos de alimentos diet/light/zero e vi que nem tudo é tão saudável como parece. Vi que há, sim, alimentos de prateleira que são bons, funcionais, saudáveis e CAROS, mas que de fato não é maioria.

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Em suma, aprendi a fazer escolhas boas, a perceber que é possível viver sem queijo e presunto (comia demais haha) e descobri opções verdadeiramente saudáveis além de cookies integrais cheios de sódio e farinha branca. Conheci uma vida que passei a admirar bastante – mesmo entendendo que minha rotina, falta de tempo e de habilidade na cozinha não me permitiriam vivê-la plenamente.

Além de tudo isso, eu deliberadamente não quero abrir mão de um hamburguer no fim de semana ou mesmo do iogurte desnatado do dia a dia da dieta – mas isso é uma coisa bem minha. Quero sim aprender a me alimentar bem e esse desafio de uma semana me ensinou bastante. Vou, na medida do possível, preferir alimentação natural e de verdade, embora não queira, por OPÇÃO, aderir a isso como um estilo de vida.

Gostei tanto que já estou pensando no próximo desafio. :)

Beijos,
Fe

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Little Boy (2016) e a descoberta da fé

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Direção: Alejandro Monteverde
Ano: 2016
Duração: 1h46
Link na Netflix: Vem aqui!

Little Boy foi uma descoberta bem despretensiosa. Já devo ter visto alguém comentando e isso ficou em algum lugar do meu subconsciente. Navegando na Netflix me deparei com a recomendação e fui fisgada pelo resumo: uma história sobre fé.

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O narrador é o próprio “Little Boy” já adulto que conta a história dos meses em que esteve sem seu pai. O filme se passa no contexto da 2ª Guerra Mundial, quando os americanos são recrutados para servir no exército e o nosso protagonista se despede do seu pai, sem grandes certezas sobre sua volta.

Pausa.

Antes disso somos apresentados a uma relação linda de pai e filho. O pai, sem saber, dá as primeiras lições sobre fé ao menino.

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O filme traz muitas referências à Bíblia, sendo a vida do próprio protagonista uma das mais fortes. Tal como o Davi do Antigo Testamento, o menino era pequeno, franzino e de aparência fraca. Tal como Davi, Little Boy enfrentava seus gigantes reais (como os meninos briguentos da cidade que o perseguiam) e emocionais (a dor da perda do seu pai).

A reflexão sobre uma fé que se reflete nas obras e que é movida pelo amor me sensibilizou desde o começo do filme, me fazendo terminar de ver quase nadando em uma poça de lágrimas. O desafio de amar o inimigo como parte fundamental do desenvolver da fé e a percepção de que nossa vontade está submetida ao tempo e ao propósito de Deus são ideias muito cristãs espalhadas em vários momentos do filme.

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O filme tem sequências muito bonitas, principalmente nas montagens que põem em paralelo a vida do pai e a do garoto. A atuação do rapazinho, o Jakob Salvati, carrega muita verdade. Os olhinhos expressam dor, medo e vergonha nos momentos certos, sem que ele precise falar uma só palavra.

É pra chorar, para pensar e para ser transformado.
E o melhor: tem na Netflix.

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